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Mundo

Jihadistas do EI voltam a fazer avanços em Kobane

Milicianos dos Estado Islâmico obtêm reforços vindos de cidades sírias e tornam a atacar posições curdas. Segundo Observatório Sírio dos Direitos Humanos, ataques visam cortar acesso de Kobane à Turquia.

Apesar do recente apoio militar aos curdos em Kobane, a milícia jihadista "Estado Islâmico" (EI) voltou a avançar na cidade síria localizada na fronteira com a Turquia. Depois de dois atentados suicidas no norte da localidade, os extremistas atacaram "em todas as frentes" nestas segunda e terça-feira (21/10), conforme o Observatório Sírio para os Direitos Humanos. A entidade acrescenta que, durante a última noite, as Unidades de Proteção Popular (YPG) curdas travaram duros combates contra o EI.

Os ataques no norte de Kobane aparentemente visam cortar o caminho que a liga à Turquia. Segundo comunicado das YPG divulgado pela agência de notícias curda Hawar, os atentados que iniciaram os novos combates teriam sido frustrados pelos combatentes curdos.

Forte caráter simbólico

A disputa pela cidade tem para os extremistas alto caráter simbólico, pois caso consigam tomar o local, passariam a controlar uma parte da fronteira com a Turquia. Os jihadistas recentemente também obtiveram reforços. Segundo o Observatório Sírio, chegaram novas unidades de radicais islâmicos, vindas de cidades sírias controladas pelo EI.

A situação local é confusa. Por isso, as informações do Observatório Sírio, que tem laços estreitos com a oposição síria, são difíceis de serem verificadas de forma independente.

As YPG vêm tentando defender Kobane há semanas, apoiadas por uma coalizão militar liderada pelos Estados Unidos, que bombardeia posições do EI a partir do ar. No domingo, pela primeira vez, os militares dos EUA enviaram pelo ar armas e materiais médicos aos curdos.

Explosion in Kobane

Suposta explosão de carro-bomba do EI no centro de Kobane

Ancara descarta ajuda a curdos sírios

Os curdos também se beneficiaram de uma mudança de curso na Turquia, que agora permitiu a abertura de suas fronteiras aos combatentes curdos peshmerga do Iraque, para que eles possam apoiar os curdos sírios na defesa de Kobane. Entretanto, ainda não foi registrada a chegada de unidades peshmerga no local. A decisão turca foi saudada por Washington, que continua conversações com Ancara para obter um maior apoio seu à coalizão internacional.

O ministro do Exterior turco, Mevlut Cavusoglu, ressaltou, entretanto, que continua descartado qualquer apoio turco direto aos curdos sírios, os quais teriam ligações estreitas com o partido curdo PKK, proibido e classificado como organização terrorista na Turquia.

No próprio Iraque, os jihadistas atacaram nesta segunda-feira a cidade de Kara Tapah, controlada pelos curdos. Dez pessoas morreram, segundo as autoridades, a metade dos cerca de 9 mil habitantes fugiu do lugar.

O "Estado Islâmico" conquistou nos últimos meses grande parte do Iraque e da Síria, proclamando um "califado" no território controlado pela milícia.

MD/dpa/afp

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