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Mundo

Jenin é uma tragédia humana, diz enviado da UE

O enviado especial da União Européia ao Oriente Médio, Miguel Angel Moratinos, qualificou como "uma tragédia humana" as destruições no campo de refugiados palestinos em Jenin, depois de visitar as ruínas.

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Soldado israelense nas ruínas do campo de refugiados palestinos.

Peritos holandeses, que também estiveram lá, disseram que as tropas israelenses não cometeram um massacre, mas graves violações dos direitos humanos. Os palestinos acusam as tropas israelenses de ter cometido um massacre quando ocuparam o campo na Cisjordânia, de 3 a 12 de abril. O governo israelense recusou o ingresso da comissão nomeada pelo secretário-geral da ONU, Kofi Annan, para fazer uma investigação in loco. A equipe encontra-se há dois dias em Genebra aguardando permissão para viajar para o Oriente Médio. Mais oito palestinos foram mortos na ocupação da cidade palestina de Hebron pelo Exército palestino na última madrugada.

O governo da Alemanha voltou a apelar a Israel para que garanta o acesso da comissão de investigação da ONU ao campo destruído, em atendimento de interesses próprios, segundo uma porta-voz do Ministério do Exterior em Berlim. A recusa do gabinete do primeiro-ministro Ariel Sharon "é uma afronta contra as Nações Unidas", acrescentou em seguida o deputado Rudolf Bindig, porta-voz para questões dos direitos humanos e ajuda humanitária do Partido Social Democrático (SPD), presidido pelo chanceler federal Gerhard Schröder.

O encarregado da UE para o Oriente Médio se declarou "profundamente chocado" com o que vira nesta segunda-feira em sua primeira visita ao campo destruído pelas tropas israelenses durante a operação "Muro Defensivo", em nome do combate ao terrorismo palestino. Miguel Angel Moratinos destacou que a imagem de destruição que vira é uma derrota para pessoas que, como ele, se empenharam pela paz entre israelenses e palestinos.