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Mundo

Jean-Marie Le Pen retira candidatura após briga com a filha

Fundador da Frente Nacional não representará o partido em eleições regionais na França e indica neta como sucessora. Analistas veem estratégia para fortalecer perfil moderado de Marine Le Pen.

O fundador da Frente Nacional (FN), Jean-Marie Le Pen, de 86 anos, afirmou que não vai concorrer nas eleições regionais na França. Em entrevista ao jornal conservador francês Le Figaro, publicada nesta segunda-feira (13/04), o político disse que não representará o partido de extrema direita na região da Provença-Alpes-Costa Azul, apesar de "considerar ser o melhor candidato".

A decisão foi anunciada depois de desavenças e uma briga pública com a filha e atual líder do partido, Marine Le Pen. Jean-Marie afirmou que a melhor pessoa para assumir o seu lugar na corrida eleitoral seria a neta de 25 anos, Marion Marechal Le Pen. "Se ela aceitar, acredito que liderará uma lista muito boa de candidatos. Ela é certamente a melhor, não vou dizer depois de mim, mas ela é", disse Jean-Marie.

Marion é conhecida por ter opiniões mais radicais do que as da sua tia Marine, apesar de já ter expressado discordância com as declarações do avô sobre o Holocausto.

Frankreich Jean-Marie und Marion Marechal-Le Pen

Jean-Marie Le Pen, fundador da Frente Nacional, indica a neta Marion como "a melhor sucessora"

Na última semana, a rixa entre pai e filha ficou evidente.

Marine retirou seu apoio e convocou ações disciplinares

contra Jean-Marie, depois de este ter repetido comentários questionando a relevância histórica do regime nazista. O patriarca alegou que as câmaras de gás foram apenas um "detalhe da História".

Depois dos comentários sobre as câmaras de gás nazistas, Jean-Marie chamou o primeiro-ministro Manuel Valls, nascido na Espanha, de "o imigrante", numa entrevista à revista de direita Rivarol, publicada nesta terça-feira. Na entrevista, ele também defende Philippe Pétain, líder do governo fantoche francês durante a ocupação nazista, de 1940 a 1944.

Marine, que vem trabalhando para livrar a FN da imagem de antissemita e racista antes da eleição presidencial de 2017, acusou o pai de cometer "suicídio político" e de sabotar os esforços do partido para conquistar espaço político. "Seu status de presidente honorário não lhe dá o direito de atacar a Frente Nacional com provocações vulgares, aparentemente destinadas a mim, mas que, infelizmente, afetam todo o movimento", disse Marine, em comunicado.

Analistas veem na briga pública entre pai e filha uma estratégia para reforçar o perfil moderado de Marine, em contraste com as posições radicais do pai, e assim aumentar as chances dela na eleição presidencial de 2017.

PV/rtr/afp/ap

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