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Alemanha

Japoneses de Colônia copiam Ferrari

Instalada na Alemanha, Toyota larga na frente ao apresentar seu carro para a temporada 2003. Desenhistas copiaram Ferrari com que Schumacher foi pentacampeão.

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Panis, Zonta e Da Matta na apresentação do Toyota TF103

Única escuderia da Fórmula-1 com sede na Alemanha, a Toyota está pronta para uma segunda arrancada. Em sua temporada de estréia, no ano passado, a equipe cumpriu quase todos os seus objetivos. Para 2003, elevou-os a um patamar ainda mais alto rumo à meta de um dia não muito distante brigar pelo título mundial.

Com seu centro de desenvolvimento instalado em Marsdorf, um bairro periférico de Colônia, a apenas 15 quilômetros de Kerpen, cidade natal de Michael Schumacher, a Toyota entrou na F-1 querendo apenas classificar-se para todos os grandes prêmios e levar seus carros até o fim deles.

Ao fim da temporada, somente no último GP faltou um Toyota na largada, após acidente em treino. Nas 17 corridas, somente em quatro nenhum dos carros cruzou a linha de chegada. "E ainda terminamos com dois pontos (dois sextos lugares)! Chegamos, vimos e aprendemos", afirma Ove Andersson, chefe da equipe.

Agora em 2003, "nosso objetivo é posicionar ao menos um carro entre os dez primeiros nos treinos de classificação e buscar regularmente pontos", anuncia o sueco, que admite: "É uma meta ambiciosa." Para cumpri-la, a Toyota trabalhou firme no sucessor do estreante TF102 e na recomposição de sua equipe de pilotos.

O novo carro e os novos pilotos

E sinal concreto de que os japoneses de Colônia "viram e aprenderam" é o TF103, apresentado nesta quarta-feira em Le Castellet, no sul da França. O carro é quase cópia da Ferrari F2002, especialmente o nariz, as caixas laterais e o airbox.

"É tudo novo. Fizemos progressos em todas as áreas", informa o chefe dos desenhistas, Gustav Brunner. "Sobretudo na aerodinâmica, obtivemos uma melhora de 10%", acrescentou. O carro está mais leve e com maior arrancada. O motor de 880 cavalos chega a 19 mil rpm. Sua potência é 4% superior à do modelo do ano passado.

Na parte humana, houve mudanças na diretoria, na equipe técnica e no cockpit. Para 2003, a Toyota resolveu confiar os volantes ao experiente francês Olivier Panis, de 36 anos, e o promissor Cristiano da Matta, de 29, além do também brasileiro Ricardo Zonta, como piloto de treinos.

Da Matta comparado a Schumacher

A forma soberana com que Da Matta foi campeão da Fórmula Indy em 2002 é comparada na Alemanha ao domínio de Schumacher na F-1. Com sete vitórias, o brasileiro conquistou o título com larga vantagem, com um Toyota. "Não tive a impressão de ter sido fácil e acho que Schumacher também não", reage o piloto, que está se mudando de Miami para Mônaco.

Da Matta não é o primeiro campeão da Indy a entrar para a elite do automobilismo mundial. Os pilotos Jacques Villeneuve e Pablo Montoya igualmente são egressos da categoria norte-americana. Mas, ao contrário dos dois, o brasileiro chega quase pela porta dos fundos, ou seja, contratado por uma equipe pequena.

"A Toyota é um time que promete muito para o futuro. Se não tivesse nenhuma chance de progredir, eu não teria trocado a Indy por ela. Eu aceitei o desafio", afirma o piloto. Ele acredita que, em quatro ou até mesmo dois anos, a equipe japonesa radicada na Alemanha ganhará seu primeiro Campeonato Mundial de Fórmula-1.

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