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Ciência e Saúde

Japoneses criam banco de esperma de animais ameaçados de extinção

Criação do banco pode salvar espécies no futuro e, segundo pesquisador, pode ajudar humanos na colonização de outros planetas. Nova tecnologia permite conservar espermatozóides por até cinco anos.

Pesquisadores do Japão anunciaram nesta quarta-feira (28/08) a fundação de um banco de espermas de animais em risco de extinção. Um dos objetivos, segundo os cientistas, é oferecer a chance de os humanos conseguirem, no futuro, recriar populações de animais em outros planetas.

"Isso pode até soar como um sonho, mas nós poderemos, no futuro, levar informação genética ao espaço", declarou Takehito Kaneko, professor envolvido no estudo, da Universidade de Quioto. Na visão do cientista, o banco de esperma pode ser útil na colonização de outros planetas.

Até o momento, o time japonês preservou espermatozóides retirados de duas espécies de primatas e um tipo de girafa. A iniciativa só foi possível graças a um novo método de desenvolvido pelos próprios pesquisadores do Instituto Laboratório de Animais da Faculdade de Medicina da universidade japonesa.

Congelamento mais simples

A técnica é baseada no congelamento a seco. A principal inovação é não utilizar nitrogênio no processo. "Os espermatozóides podem ser conservados em uma temperatura de 4 graus Celsius e transportados em temperatura ambiente", afirma Kaneko.

Dessa maneira, a temperatura de armazenagem é maior que em outros métodos, o que diminui o consumo de energia. Outra vantagem é a possibilidade de estoque temporário em temperatura ambiente, em casos de queda de energia ou emergências causadas por desastres naturais.

Com a técnica, é possível conservar os espermatozóides por até cinco anos sem a deterioração da fertilidade. "Dessa maneira, os cientistas podem obter informações genéticas mais facilmente, contribuindo para preservar as espécies ameaçadas", afirma Kaneko.

Mas o método permite somente o congelamento de espermatozóides – ele ainda não serve para conservar óvulos. Kaneko afirmou que já está fazendo pesquisas nessa área. "Para a fertilização, usamos óvulos recém colhidos ou congelados pelos processos tradicionais", acrescentou.

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