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Economia

Japão entra em recessão econômica e terá eleições antecipadas

Terceira maior economia do mundo foi pega de surpresa, já que analistas previam um aumento no PIB para o período. Primeiro-ministro Shinzo Abe deverá dissolver a câmara baixa do parlamento e antecipar eleições.

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Baixo consumo contribuiu para nova queda no PIB.

A economia do Japão entrou em recessão depois dos resultados do terceiro trimestre, divulgados nesta segunda-feira (17/11). Entre julho e setembro, o Produto Interno Bruto (PIB) caiu 1,6% em relação ao mesmo período do ano passado.

A queda é atribuída ao recuo de 7,3% no segundo trimestre, visto como reação dos consumidores ao aumento do IVA japonês em abril – o primeiro em 17 anos –, de 5% para 8%. Em consequência, o iene teve sua maior desvalorização em relação ao dólar em sete anos, e o índice Nikkei da bolsa de valores de Tóquio registrou queda de 3%.

A notícia deverá redundar em eleições parlamentares antecipadas no país. Quando o primeiro-ministro Shinzo Abe assumiu, em dezembro de 2012, a economia japonesa se encontrava em recessão. Desde então, ele tem lutado contra a tendência deflacionária e contra o endividamento público, o maior entre os países mais ricos.

Abe elevou o Imposto de Valor Agregado (IVA) justamente com a finalidade de enfrentar essa dívida. No entanto, os investimentos caíram e o consumo interno foi atinfido. As exportações – sobretudo de automóveis e televisores – continuaram com níveis positivos, o que não bastou para sustentar o crescimento.

Os economistas japoneses trabalham num pacote de medidas. Etsuro Honda, assessor econômico de Abe e um dos principais arquitetos do plano de crescimento, informou ao periódico americano The Wall Street Journalque Tóquio deve injetar 3 trilhões de ienes (cerca de 67 bilhões de reais) em incentivos à economia. Para ele, a atual queda é "chocante".

Veículos de imprensa japoneses antecipam que nesta terça-feira Abe deverá ordenar a elaboração de um novo orçamento, incluindo um novo aumento do IVA para 10%. Em seguida, o chefe de governo conservador deverá anunciar a dissolução da câmara baixa do parlamento e eleições legislativas antecipadas, provavelmente em 14 de dezembro.

MMS/afp/rtr

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