Italianos e espanhóis protestam contra planos de austeridade | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 06.09.2011
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Mundo

Italianos e espanhóis protestam contra planos de austeridade

Planos de austeridade de Roma e Madri levam milhares às ruas. Sindicatos italianos fazem greve e espanhóis realizam passeatas em várias cidades.

Italianos fazem passeatas em mais de 100 cidades

Italianos fazem passeatas em mais de 100 cidades

Milhares de pessoas protestam nesta terça-feira (06/09) contra medidas de austeridade com as quais os governos da Espanha e da Itália pretendem combater a crise financeira. A maior união sindical italiana, CGIL, convocou passeatas e uma greve de oito horas contra o pacote de medidas do governo de Silvio Berlusconi. Sindicatos, organizações civis e partidos políticos organizaram ações em várias cidades espanholas para protestar reclamar contra uma emenda para incluir um limite de déficit na Constituição.

Pela manhã, comícios e manifestações foram realizados em toda a Itália, acarretando caos no tráfego ferroviário, aéreo e nos transportes públicos urbanos, além de paralisação em todo setor de serviço público. Devido à paralisação dos funcionários nos aeroportos, vários voos foram cancelados.

Para Merkel, Roma por não está cumprindo o que prometeu

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Os protestos contra as medidas de austeridade com as quais o governo Berlusconi pretende obter uma economia de 45,5 bilhões de euros coincidem com a abertura no senado italiano do debate sobre o pacote, antes que o documento lei submetido à câmara baixa do Parlamento. Segundo os líderes sindicais, ele elimina diversos direitos dos trabalhadores e condena o país "à recessão econômica e à decadência civil". 

Alterações provocaram críticas

A central sindical contesta tanto o último plano de 45,5 bilhões de euros aprovado pelo Executivo em 12 de agosto, quanto o programa de austeridade adotado previamente em 15 de julho. Sendo que o primeiro recebeu modificações, recuando em determinadas medidas como, por exemplo, a retirada do planejado imposto sobre altos rendimentos. As alterações foram criticadas tanto pela Alemanha quanto pelo Banco Central Europeu.

A chanceler federal alemã, Angela Merkel, disse em uma reunião com o presidente da UE, Herman van Rompuy, em Berlim, que a falta de vontade de Roma para implementar medidas de austeridade "não é uma boa coisa", pois desperta a sensação de que promessas não são cumpridas.

Com passeatas e greves, sindicatos italianos protestam contra cortes de direitos trabalhistas

Com passeatas e greves, sindicatos italianos protestam contra cortes de direitos trabalhistas

Em um comunicado destacando a gravidade da situação, o presidente Giorgio Napolitano disse ser preciso uma ação urgente para restaurar a confiança nas finanças públicas e apelou a todos os partidos para que não bloqueiem as "medidas necessárias para restaurar a credibilidade".

A CGIL considera que os planos do governo Berlusconi "aplicaram mais impostos aos trabalhadores e aos aposentados, promoveram cortes nos serviços públicos e na saúde, sem garantir o equilíbrio das contas públicas nem o favorecimento do crescimento e do emprego".

A entidade promove paralisações de oito horas por turno em todos os setores, e organiza manifestações em mais de 100 cidades italianas, incluído Roma, Milão, Nápoles e Turim.  

Protestos também na Espanha

As centrais sindicais e grupos civis da Espanha convocaram protestos em todo o país contra a polêmica proposta de revisão do artigo 135 da Constituição, impondo um limite ao déficit público, a qual chega nesta terça-feira ao Senado. A principal manifestação ocorre à noite em Madri, mas haverá protestos em outras cidades contra a lei de modificação constitucional, que deve ser aprovada na quarta-feira pelo Senado. As grandes centrais sindicais UGT e CCOO consideram o limite de déficit injusto e inútil, reivindicando que haja um referendo popular sobre o assunto. Passeatas são previstas também para quarta e quinta-feira.

Preocupação com crise derrubou bolsas europeias

Preocupação com crise derrubou bolsas europeias

Nas manifestações, os sindicados também protestam contra os pacotes de reformas e medidas laborais do governo do primeiro-ministro José Luis Zapatero. Entre as medidas mais contestadas, estão a prorrogação dos contratos de formação dos jovens até 30 anos e a suspensão, durante dois anos, da obrigação de se reverter os contratos temporários de trabalho a fixos, depois de terem sido renovados consecutivamente por dois anos.

As preocupações com a crise na Grécia, Itália e Espanha provocaram quedas acentuadas nas bolsas europeias e na Alemanha nesta segunda-feira. O índice alemão DAX caiu quase 5,3%, para 5.246 pontos – o nível mais baixo em dois anos. Os bancos foram especialmente afetados, incluindo o Deutsche Bank.

MD/dpa/lusa/afp/rtr/dapd
Revisão: Roselaine Wandscheer

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