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Mundo

Italiana reencontra filha perdida na Segunda Guerra Mundial

Fruto de um relacionamento com soldado alemão casado, Margot Bachmann revê a mãe após mais de 70 anos de separação. A mulher do norte da Itália havia sido forçada pela família do pai do bebê a abandonar sua filha.

Uma senhora italiana de 92 anos reencontrou sua filha após 71 anos de separação. Natural da cidade de Novellara, no norte da Itália, ela tinha ido trabalhar na Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial e foi forçada a abandonar sua filha pela família do pai do bebê, um soldado alemão casado.

Segundo o jornal italiano La Repubblica, o pai de Margot Bachmann lhe contou que sua mãe era italiana, mas que ela tinha morrido na guerra e proibiu a filha de procurá-la ou perguntar sobre ela.

Foi somente após a morte do pai, no ano passado, que Bachmann acionou o Serviço Internacional de Rastreamento (ITS), na cidade alemã de Bad Arolsen. E foi no centro de documentação e pesquisa sobre a perseguição nazista que a agora senhora de 71 anos de idade descobriu que sua mãe ainda vive.

Em trabalho conjunto com a iniciativa "Restabelecimento de Laços Familiares", da Cruz Vermelha da Itália, o ITS foi capaz de descobrir a localização da mãe. Ambas tiveram o primeiro encontro no último fim de semana.

"Comecei a pesquisar, na esperança de aprender mais", disse Bachmann ao La Repubblica. "Mas eu nunca imaginei que um dia seria possível abraçar minha mãe. Estou tão feliz de tê-la encontrado viva e em boa forma, apesar de sua idade."

"Hoje vivenciamos um pequeno milagre", disse a porta-voz da Cruz Vermelha, Laura Bastianetto. "Não é comum que mãe e filha se reencontrem após 70 anos separadas. Graças a um esforço conjunto ao longo dos últimos dois anos, podemos presenciar este reencontro comovente."

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