Itália realiza funeral de Estado para vítimas de terremoto | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 27.08.2016
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Mundo

Itália realiza funeral de Estado para vítimas de terremoto

O presidente italiano, Sergio Mattarella, e o primeiro-ministro Matteo Renzi assistem à cerimônia em Ascoli Piceno. Número de mortos após tremor sobe para 290, sendo 230 em Amatrice. Mattarella visita regiões devastadas.

Itália realiza funeral de Estado para vítimas de terremoto

Cerimônia fúnebre em Ascoli Piceno

Três dias após o terremoto que devastou cidades no centro da Itália, um funeral de Estado foi realizado neste sábado (27/08) na cidade de Ascoli Piceno em homenagem aos 290 mortos na tragédia. Estiveram presentes o presidente italiano, Sergio Mattarella, e o primeiro-ministro Matteo Renzi.

A cerimônia foi conduzida pelo bispo Giovanni D'Ercole num ginásio poliesportivo da região, onde foram colocados 35 caixões adornados com flores. Além de políticos, familiares de vítimas, cidadãos e participantes dos trabalhos de resgate também compareceram.

Durante o funeral, D'Ercole pediu união e disse aos presentes que "não tenham medo de expressar sua dor, mas que não percam a coragem". "Apenas juntos seremos capazes de reconstruir nossas casas e igrejas. Apesar de tudo, juntos podemos devolver a vida às nossas comunidades", afirmou o bispo.

Mais cedo neste sábado, Mattarella visitara as cidades devastadas de Amatrice e Accumoli. "Obrigado por tudo que estão fazendo", disse o presidente aos profissionais de resgate que trabalham na região.

Presidente da Itália, Sergio Mattarella, visita a cidade devastada de Amatrice

Presidente Sergio Mattarella visita cidade devastada de Amatrice

O governo declarou dia de luto no país, e as bandeiras da Itália foram hasteadas a meio mastro. Ainda neste sábado, as autoridades divulgaram que o número de mortos no terremoto da última quarta-feira subiu para 290, sendo 230 apenas em Amatrice – a cidade mais afetada.

O prefeito Sergio Pirozzi declarou nesta sexta-feira que Amatrice não tem mais salvação: o que sobrou dela terá que ser demolido por completo, para ser reconstruído.

Ele anunciou ainda que estão sendo procuradas localidades em outras regiões para a construção de casas de madeiras para que, assim, os habitantes de Amatrice possam começar a refazer suas vidas. De acordo com o prefeito, a medida visa evitar que guetos se formem ao redor do município em ruínas.

Desde o forte terremoto, que foi de magnitude 6,2, mais de 1.300 réplicas já foram registradas, sendo a maior delas de magnitude 4,2. Nenhum dano adicional foi relatado. Além das centenas de mortes, o tremor de quarta-feira deixou milhares de feridos e desabrigados no centro do país.

EK/efe/dpa/rtr

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