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Copa do Mundo

Itália pode garantir vaga nas oitavas diante dos EUA

Depois da vitória sobre Gana na estréia, tricampeões mundiais italianos têm boas perspectivas para assegurar classificação antecipada à próxima fase do Mundial.

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Técnico italiano Marcello Lippi: 'EUA não podem ser subestimados'

A squadra azzurra tenta abafar com bons resultados na Copa os escândalos de corrupção envolvendo o campeonato italiano, o que não deverá ser tarefa difícil neste sábado contra os EUA (às 21h – 16h de Brasília), em Kaiserslautern, em jogo válido pelo grupo E.

Vencedora dos quatro confrontos que teve até hoje com os EUA e com o 2 a 0 sobre Gana nas costas, a Itália pode garantir a passagem antecipada às oitavas-de-final, fase em que na Copa de 2002 fez vexame e foi eliminada pelos sul-coreanos.

Apesar do favoritismo indiscutível, o técnico Marcello Lippi advertiu seus jogadores. "Um dos erros que poderíamos cometer é subestimar os EUA apenas por terem perdido por 3 a 0, até porque os tchecos tiveram a sorte de conseguir um gol rapidamente e levarem uma bola na trave que poderia ter deixado o jogo bem diferente."

Lippi evita falar das oitavas-de-final, mesmo sabendo que é grande a possibilidade de um confronto com o Brasil. Neste sábado, ele deverá contar com o retorno do lateral-direito Zambrotta e do volante Gattuso, que faltaram na última segunda-feira, por problemas de contusões.

Para os italianos, os jogadores norte-americanos são ilustres desconhecidos. Talvez isso tenha levado o técnico dos EUA, Bruce Arena, de origem italiana a ironizar: "Os italianos estão acostumados a escândalos, mas apesar disso jogam bem. Talvez nós também precisemos de um escândalo."

Pelos menos um pequeno escândalo foi considerada pela imprensa italiana a "declaração de guerra" feita pelo atacante Eddie Johnson. "Toda vez que você coloca a camisa de seu país e ouve o hino nacional, é hora de vencer ou morrer", disse o jogador, sendo depois desautorizado pelo próprio Arena a fazer tais declarações.

CIA Flüge Deutschland US Air Base Ramstein

Base militar de Ramstein: concentração da seleção dos EUA por dois dias

Um detalhe picante é que a delegação dos Estados Unidos passou os dois últimos dias antes da partida concentrada na base aérea norte-americana em Ramstein (na Renânia-Palatinado), onde normalmente chegam soldados dos EUA que voltam do Afeganistão e do Iraque.

Em função da base militar, cerca de 10 mil torcedores norte-americanos são esperados no Fritz-Walter-Stadion. Mas as cores dominantes devem ser o verde, vermelho e branco, já que 70 mil italianos encontram-se na região de Kaiserslautern neste fim de semana.

Pelo menos numericamente, a "guerra das torcidas" está perdida para os EUA. Seria uma grande surpresa, se isso fosse diferente no gramado. Ainda que Bruce Arena tenha anunciado uma equipe e uma tática "novas" para o jogo contra a Itália. "Joguei o velho esquema no lixo", declarou.

Não só Arena prevê uma tarefa difícil contra os italianos. A secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, disse em encontro com seu colega de pasta italiano, Massimo D'Alema, em Washington, que a seleção dos EUA precisa melhorar para não ser eliminada.

ITÁLIA X EUA

Data: 17/6/2006
Local: Fritz-Walter-Stadion, em Kaiserslautern
Horário: 21h (16h de Brasília)
Árbitro: Jorge Larrionda (Uruguai)
Assistentes: Walter Rial e Pablo Fandino (ambos do Uruguai)

Itália

Buffon; Zambrotta, Nesta, Cannavaro e Oddo; De Rossi, Perrota, Pirlo e Totti; Luca Toni e Gilardino

Técnico : Marcello Lippi

Estados Unidos
Keller; Cherundolo, Onyewu, Pope e Lewis; Convey, Reyna, Mastroeni, Beasley; Donovan, McBride.

Técnico : Bruce Arena

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