Itália elege jurista Sergio Mattarella como novo presidente do país | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 31.01.2015
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Mundo

Itália elege jurista Sergio Mattarella como novo presidente do país

Veterano de centro-esquerda sucede Giorgio Napolitano. Eleição é vitória para premiê Matteo Renzi, mas pode minar colaboração com partido de Silvio Berlusconi para aprovação de importantes reformas no país.

Parlamentares italianos elegeram neste sábado (31/01) o jurista Sergio Mattarella, de 73 anos, como novo presidente, dando uma vitória política ao primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi.

Juiz do Tribunal Constitucional desde 2011 e veterano político de centro-esquerda, Mattarella foi escolhido na quarta rodada de votações, quando o quorum exigido era de maioria simples, após três rodadas inconclusivas, nas quais era necessária maioria de dois terços.

O jurista veterano sucede Giorgio Napolitano, que completa 90 anos em 2015 e renunciou em janeiro, afirmando que, por causa da idade, não cumpriria seu segundo mandato até o fim. O novo chefe de Estado deve assumir na próxima semana para um mandato de sete anos.

Aplausos

À medida que os votos foram contados em voz alta na Câmara dos Deputados, os 1.009 parlamentares e delegados regionais aptos a votar explodiram em aplausos quando o nome de Mattarella ultrapassou os 505 votos necessários, fazendo-o 12° presidente da Itália desde a Segunda Guerra Mundial.

Mattarella, que é pouco conhecido pela maioría dos italianos, conseguiu um amplo apoio parlamentar, obtendo mais de 650 votos.

Italien Wahl des neuen Präsidenten Sergio Mattarella 31.01.2015

Membros do colégio eleitoral aplaudem a eleição de Sergio Mattarella

O premiê italiano, Matteo Renzi, apresentou o siciliano Mattarella como seu candidato na quinta-feira. O Partido Democrático (PD), agremiação do chefe de governo, dispõe de 415 entre os legisladores aptos para eleger o presidente.

Motivo de irritação para Berlusconi

A eleição de Mattarella, no entanto, é motivo de irritação para o ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi, com quem Renzi tinha fechado acordo para grandes reformas, tais como a reforma eleitoral e nas áreas política e trabalhista. Mattarella era tido como um rival do ex-premiê e havia deixado do PD por considerar o partido próximo demais de Berlusconi.

Originalmente, Berlusconi havia concordado em apoiar um candidato de centro-esquerda sugerido por Renzi. Após a eleição de Mattarella, entretanto, ele teria dito se sentir traído, segundo informações de pessoas próximas ao ex-premiê. Os eleitores do Forza Italia, partido de Berlusconi, foram orientados a votar em branco também no quarto escrutínio.

A eleição mostrou que Renzi tem um firme controle de seu partido, famoso por divisões, em um momento em que estão em jogo a aprovação de reformas para promover a recuperação econômica na Itália, onde o desemprego cresceu de forma alarmante após seis anos de recessão intermitente.

MD/rtr/afp

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