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Mundo

Itália e Dinamarca reforçam antiterrorismo

Após os atentados em Londres, um site de militantes islâmicos aponta Itália e Dinamarca como próximos alvos. Ambos os países aumentam suas medidas de segurança.

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Polícia de Copenhague zela pela segurança

Em cada plataforma de cada estação do ultramoderno sistema de metrô de Copenhague, agentes de polícia examinam atentamente os passageiros. Tal presença visa tanto deter homens-bomba em potencial quanto acalmar os temores da população.

Os serviços de segurança em toda a Dinamarca estão fazendo hora-extra para frustrar os que desejam punir a aliança do país com o presidente estadunidense George W. Bush. Não só: muitos imigrantes consideram o governo de direita do premier Anders Fogh Rasmussen hostil a eles.

Plano italiano antiterror

Mais ao sul da Europa, o ministro italiano do Interior, Giuseppe Pisanu, apresentou ao Senado um programa antiterror contendo 19 tópicos. Ele prevê a deportação mais rápida de estrangeiros suspeitos de terrorismo, vigilância mais rigorosa do tráfego telefônico e na internet, poderes mais amplos para a polícia ao realizar batidas e apresentação compulsória de amostras de cabelo e saliva, para testes de DNA.

O detonador para tais reações de pânico foi um comunicado, num site pró-islamita, apontando os dois aliados dos EUA como alvos terroristas em potencial. Na trilha das explosões na capital inglesa, o documento afirma: "Continuamos advertindo os governos da Dinamarca, Itália e outros cruzados que receberão a mesma punição, se não retirarem suas tropas do Iraque e do Afeganistão".

Os autores do comunicado se intitulam Organização Secreta da Al Qaeda na Europa. Trata-se do mesmo grupo que reivindicou os atentados ao sistema de transportes londrino, em 7 de julho.

Realismo e resignação

Uma enquete realizada na última semana de julho revelou que 85% dos italianos consideram provável que um ataque ocorra nas próximas semanas ou meses. Em reação, as pessoas estão modificando seus hábitos, deslocamentos e planos de férias.

Entretanto, segundo o especialista em terror Gianfranco Pasquino, a maioria dos italianos é realista quanto ao grau de proteção que podem esperar de seu governo: "Alguns acreditam que o governo faz o que pode, porém muitos italianos crêem que ele não está especialmente bem equipado. Outros se resignam, alegando que não há muito a ser feito contra o terrorismo".

Dinamarca entre a cautela e o pânico

O comandante da polícia dinamarquesa, Per Larsen, afirma que, apesar da presença da ameaça terrorista, sua preocupação é manter a histeria coletiva num nível mínimo: "Temos que ver o que aconteceu em outros países, estando cientes de que o risco está sempre aí. Por outro lado, continuamos acreditando que a Dinamarca é uma nação pacífica".

O país esteve imune ao terrorismo internacional por 20 anos. Contudo, segundo o consultor de imigração Mehmet Yesekkaya, há motivos para preocupação: "Estou seguro de que a Al Qaeda está operando na Dinamarca", afirmou, após haver realizado uma pesquisa em todas as mesquitas da Grande Copenhague, "e estou convencido que seus amigos e parentes sabem o que se passa, mas fazem vista grossa".

Tais sentimentos ofendem os muçulmanos moderados da Dinamarca, como Zahid Butt. Ele mantém um site para paquistaneses vivendo naquele país escandinavo. Para Butt, Yesekkaya fomenta o medo: "Não reconheço este quadro, em absoluto", rebate. "Se há uma ameaça à Dinamarca, então também eu estou ameaçado."

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