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Mundo

Israelenses e palestinos estendem cessar-fogo em Gaza por 24 horas

Trégua deve permitir continuação das negociações no Cairo em busca de uma solução de longo prazo para o conflito. Chefe da delegação palestina alerta para continuidade da violência.

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Palestinos rezam diante de uma mesquita destruída na Faixa de Gaza

Israelenses e palestinos chegaram nesta segunda-feira (18/08) a um acordo no Cairo para estender o cessar-fogo na Faixa de Gaza por mais 24 horas, até a meia-noite desta terça-feira (hora local).

"O cessar-fogo é prolongado por 24 horas, a pedido do Egito, para permitir a continuação das negociações", anunciou um membro da delegação israelense que pediu anonimato. Uma trégua de 72 horas, que entrou em vigor em 11 de agosto, já havia sido estendida na última quarta-feira por mais cinco dias, até a meia-noite desta segunda.

O chefe da delegação palestina nas negociações no Cairo alertou nesta terça-feira que a violência poderia retornar, a não ser que se avance em direção a uma trégua de longo prazo. Após o acordo de última hora na noite desta segunda, Azzam al-Ahmad – líder do Fatah, o partido do presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmud Abbas – disse que "não houve progresso" nas conversas por uma solução para o conflito em Gaza.

"Esperamos que cada minuto das próximas 24 horas seja usado para se chegar a um acordo. Se isso não for conseguido, o ciclo de violência vai continuar", disse Ahmad. Ele acusou Israel de "manobrar e estagnar" as negociações.

O grupo radical islâmico Hamas, que controla a Faixa de Gaza, também acusa Israel de estagnar as conversas e afirmou no Twitter que "nunca irá ceder" às demandas por um acordo abrangente.

Um representante do governo israelense, por sua vez, disse que a delegação de Israel ainda estava ocupada com detalhes de um possível acordo, apesar de as partes ainda não terem chegado a um rascunho.

"A delegação israelense foi instruída a insistir em requisitos de segurança. No momento em que houver um acordo, o gabinete será convocado para discussões", disse a fonte que não quis ser identificada.

Israel – que lançou a ofensiva contra Gaza em 8 de julho em resposta a foguetes disparados contra o Estado judeu – tem mostrado pouco interesse em fazer concessões amplas e exige o desarmamento do Hamas em Gaza. O grupo radical, por sua vez, diz que depor as armas não é uma opção.

Segundo o Ministério da Saúde palestino, o conflito que já dura mais de um mês deixou 2.016 mortos na Faixa de Gaza, sendo a maioria deles civis. Do outro lado, 64 soldados israelenses e três civis morreram. A ONU estima que 425 mil palestinos tenham sido desalojados de suas casas.

LPF/rtr/lusa

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