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Mundo

Israelenses bombardeiam bancos e imprensa em Gaza

Mísseis disparados de Israel atingiram um banco e o escritório da agência de notícias AFP em Gaza. Os ataques ocorreram enquanto ONU e lideranças internacionais negociavam um cessar-fogo com ambos os lados do conflito.

O exército israelense bombardeou na madrugada desta quarta-feira (21/11) uma centena de alvos em Gaza, incluindo o Ministério da Segurança Interna do Hamas e um prédio onde ficam escritórios de meios de comunicação internacionais.

Mahmud Hams, fotógrafo da Agence France Presse (AFP) estava no prédio da agência internacional de notícias quando o ataque começou. Ele disse que três mísseis israelenses atingiram o edifício, mas ninguém ficou ferido. Hams disse ter visto fumaça e fogo nos andares superiores do prédio.

"Eu estava no escritório e de repente ouvimos a explosão. Cinco minutos depois, ouvimos duas outras explosões mais fortes que sacudiram o prédio", contou.

"Nós atacamos o sétimo andar do prédio", afirmou um porta-voz do exército israelense à AFP. "Pelo que entendemos, o Hamas tem uma base de operações de inteligência lá". Ele descreveu o ataque como "cirúrgico" e não deu mais detalhes.

Os bombardeios também atingiram os escritórios da rede árabe Al Jazeera e da agência de notícias norte-americana Associated Press (AP). Na manhã de terça-feira, um carro identificado com um símbolo de TV foi atingido por um ataque aéreo israelense, matando dois cinegrafistas da televisão Al-Aqsa.

O bombardeio fez parte de uma série de ataques que destruíram o Banco Nacional Islâmico em Gaza e prédios do governo.

"Um acordo de longa duração"

A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, tenta negociar um acordo para evitar que Israel ordene um ataque terrestre a Gaza. Às vésperas de eleições parlamentares, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, deixou claro que está pronto para intensificar a campanha militar.

"É essencial conter a escalada da situação em Gaza", disse Clinton. "Os ataques aéreos de organizações terroristas a cidades israelenses precisam acabar, e a calma ser restabelecida. A meta deve ser um acordo de longa duração que promova estabilidade regional e o avanço das aspirações legítimas de segurança de israelenses e palestinos."

Autoridades egípcias tentaram mediar uma trégua a partir do Cairo. O grupo radical islâmico Hamas, que controla a faixa de Gaza, manifestou esperança de um cessar-fogo na terça-feira. No Cairo, os líderes do Hamas acusam Israel de não responder às propostas.

A Radio Israel citou um funcionário israelense dizendo que a trégua foi adiada devido a um "atraso de última hora nos entendimentos entre Hamas e Israel".

Clinton, que voará para o Cairo para se encontrar com o presidente egípcio, Mohamed Morsi, nesta quarta-feira, disse que é necessário chegar a um acordo "nos próximos dias".

No momento em que Clinton chegava a Israel, os bombardeios israelenses foram intensificados. Durante a noite, chegaram a ser lançados mísseis sobre Gaza a cada 10 minutos.

Há uma semana, Israel lançou um ataque aéreo sobre Gaza e matou o comandante militar do Hamas. Desde então, o conflito já causou a morte de mais de 130 palestinos e de cinco israelenses.

FF/rtr/afp/lusa
Revisão: Roselaine Wandscheer