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Mundo

Israel suspende segregação de palestinos em ônibus

Netanyahu cancela, horas após entrada em vigor, projeto para separar passageiros palestinos e israelenses. Criticado como "apartheid", plano foi desenvolvido pelo ministro da Defesa por pressão de colonos judeus.

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu ordenou nesta quarta-feira (20/05) a suspensão do polêmico projeto de lei que proibiria palestinos de utilizarem os mesmos ônibus que israelenses nas linhas em direção à Cisjordânia.

O projeto foi desenvolvido pelo ministro da Defesa Moshe Yaalon, em resposta à pressão de colonos judeus na Cisjordânia, que alegam que viajar junto a palestinos em ônibus representa um risco para sua segurança.

"A proposta é inaceitável para o primeiro-ministro. Ele conversou com o ministro da Defesa nesta manhã e foi decidido que a medida seria suspensa", afirmou o governo em comunicado.

O anúncio foi feito poucas horas após o projeto-piloto ter entrado em vigor, e momentos antes da chegada da chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, à região, para encontros com Netanyahu e líderes palestinos.

O projeto foi recebido com críticas no exterior e em Israel, onde foi classificado pela oposição como imoral e racista. Líderes palestinos chegaram a compará-lo ao apartheid.

"Isso tudo revela o fato de que Israel, infelizmente, transformou a situação num sistema de apartheid", afirmou o político palestino Mustafa Barghouti. Segundo ele, outras formas de segregação existem na região atualmente, como estradas na Cisjordânia destinadas exclusivamente a israelenses.

Pelo projeto, palestinos residentes na Cisjordânia que trabalham em Israel seriam proibidos de utilizar os mesmos ônibus que israelenses no trajeto de volta para casa. Os palestinos deveriam embarcar em ônibus especiais, que os deixariam no posto de controle da fronteira, de onde seguiriam caminho a pé.

De acordo com o Ministério da Defesa, o objetivo da proposta era melhorar o controle entre os palestinos que deixam Israel, além de diminuir os riscos à segurança. A segregação atingiria pelo menos 52 mil palestinos que moram na Cisjordânia e trabalham em território israelense.

CN/afp/ap

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