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Mundo

Israel retira tropas de Gaza, e trégua começa

Exército israelense afirma ter destruído todos os túneis do Hamas e que soldados assumirão posições de defesa fora da Faixa de Gaza. Ban Ki-moon e Obama saúdam cessar-fogo, que deve durar 72 horas.

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Soldados israelenses deixam a Faixa de Gaza

Israel retirou todas as suas tropas da Faixa de Gaza nesta terça-feira (05/08), depois do anúncio de um novo cessar-fogo, proposto pelo Egito e aceito tanto pelo governo israelense quanto pelo grupo radical palestino Hamas, que controla da Faixa de Gaza.

O cessar-fogo, previsto para durar 72 horas, começou a vigorar nesta terça-feira, a partir das 8h, no horário local. Ele é visto como um primeiro passo para negociações que ponham fim ao conflito na Faixa de Gaza, que já dura quatro semanas e causou a morte de 1.834 palestinos e 67 israelenses, sendo 64 soldados e três civis.

Minutos antes de o cessar-fogo começar, o Hamas disparou foguetes contra Israel, afirmando ser uma vingança contra os massacres israelenses. O sistema antimíssil de Israel interceptou um dos foguetes sobre Jerusalém, segundo a polícia. Outro atingiu uma casa numa cidade perto de Belém, na Cisjordânia. Não houve vítimas.

Peter Lerner, porta-voz do Exército de Israel, disse que o objetivo principal da ação militar, destruir a rede de túneis do Hamas, foi alcançado. O último dos 32 túneis existentes foi destruído na noite passada, afirmou. O custo do sistema de túneis é estimado em 100 milhões de dólares. Segundo Lerner, as tropas israelenses vão assumir posições de defesa fora da Faixa de Gaza.

ONU e Estados Unidos apoiam cessar-fogo

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, saudou o anúncio da trégua de 72 horas e apelou aos dois lados do conflito para que respeitem o cessar-fogo e mantenham a "máxima contenção".

Em comunicado, Ban instou ainda ambas as partes a iniciar "negociações o mais rapidamente possível no Cairo para chegarem a um cessar-fogo prolongado e abordarem as questões que são a causa" do conflito. "As Nações Unidas estão prontas a prestar todo o apoio necessário a esses esforços", acrescenta a nota.

Os EUA também saudaram a declaração de cessar-fogo, mas afirmaram que a sua manutenção dependia da milícia palestina. "Esta é uma oportunidade real. Apoiamos fortemente a iniciativa", declarou o vice-conselheiro de Segurança Nacional, Tony Blinken, à emissora CNN.

Enquanto isso, o presidente Barack Obama assinou nesta segunda-feira o repasse de 225 milhões de dólares a Israel, destinados ao escudo antimíssil do país.

AS/rtr/lusa

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