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Mundo

Israel rebate acusação de haver envenenado Arafat

Exames de peritos suíços, comprovando doses elevadas de radioatividade em cadáver do líder, dão margem a novas acusações por autoridades palestinas, que falam em "crime do século". Israelenses reagem com indignação.

Um relatório de peritos suíços divulgado esta semana reacendeu o debate sobre a morte do líder palestino Yasser Arafat. Apesar de eles ressaltarem que não há conclusões definitivas, especialistas palestinos afirmam que o óbito de Arafat não teve causas naturais.

"Ele não morreu por decrepitude nem de uma doença", declarou nesta sexta-feira (08/11), em Ramallah, Tawfik Tirawi, chefe da comissão encarregada de investigar a morte do antigo presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP).

Base para tais afirmações foram os exames de amostras do corpo e de peças de roupa de Arafat. Segundo os resultados divulgados pelos especialistas suíços, o cadáver apresentava níveis do elemento radioativo polônio 210 até 20 vezes acima do normal.

Arafat morreu aos 75 anos, num hospital militar de Paris, em 11 de novembro de 2004. A pedido de sua viúva, Suha, na época não foi feita uma autópsia, e a causa mortis exata permaneceu não esclarecida.

Acusações contra Israel

Há anos, fontes palestinas vêm expressando a suspeita de que Israel poderia ter envenenado o líder. Em novembro de 2012, Suha Arafat e a Autoridade Palestina pediram a exumação dos restos mortais em Ramallah, para que peritos da França, Rússia e Suíça pudessem retirar amostras.

Suha Arafat

Suha Arafat (e) e um oficial israelense, poucos dias antes da morte do marido

Em meados de outubro deste ano, o departamento russo de análises biológicas atestara que Arafat não poderia ter sido envenenado com polônio. Um porta-voz esclareceu mais tarde, no entanto, que ainda não havia um resultado oficial. Os resultados dos exames por cientistas franceses também ainda não foram divulgados.

Tirawi acrescentou que, do ponto de vista dos investigadores palestinos, caso o líder tenha sido realmente vítima de um complô assassino, Israel entra em cogitação como único mandante possível. Assim, o Estado judaico seria "o principal e único suspeito" do "crime do século". Antes, a viúva Arafat falara em "assassinato político", sem, no entanto, apontar culpados.

O Ministério israelense do Exterior tachou as imputações de absurdas. "Vou fazer a coisa tão curta e clara quanto possível: Israel não assassinou Arafat, ponto", declarou um porta-voz do órgão à agência de notícias AFP. "Os palestinos têm que parar de acusar Israel sem motivo e sem qualquer prova. Israel não fez isso, basta."

Na opinião do ministro palestino da Justiça, Ali Mhanna, a chave para "toda a verdade" sobre o caso estaria na França. "Nós enviamos uma carta aos franceses para exigir uma entrega acelerada dos resultados dos exames. E continuamos esperando."

AV/afp/dpa

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