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Mundo

Israel quer mandar Arafat para o exílio

Plano foi revelado a diplomatas europeus. UE mantêm ajuda financeira a palestinos. Solana sugere que Sharon e Arafat se aposentem.

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Soldados israelenses em Ramallah

O governo israelense planeja mandar o líder palestino Yassir Arafat para o exílio. O plano foi relevado, nesta terça-feira, pelo primeiro-ministro Ariel Scharon ao encarregado especial da União Européia para o Oriente Médio, Miguel Angel Moratinos. Perguntado por Moratinos, se deixaria Arafat sair de Ramallah, Sharon teria respondido: "Se quiser, você pode levá-lo de helicóptero". O primeiro-ministro teria acrescentado, porém, que não haveria possibilidade de retorno para Arafat.

Um grupo de diplomatas europeus foi informado de que só poderá se encontrar com Arafat, cercado pelos israelenses em Ramallah, caso o acompanhe na fuga para o exílio. Enquanto Sharon tenta forçar o exílio, alguns membros de seu gabinete temem que, como homem livre no exterior, o presidente da Autoridade Nacional Palestina causará ainda mais problemas para Israel.

Segundo o jornal israelense Haaretz, o ministro das relações exteriores de Israel, Schimon Peres, já teria consultado o governo egípcio, para preparar o exílio de Arafat. Diplomatas egípcios, no entanto, desmentiram essa informação. Peres declarou que o objetivo não é livrar-se de Arafat e, sim, acabar com as células terroristas.

Reunião extraordinária – O encarregado especial da UE para o Oriente Médio ainda espera uma possibilidade de conversar diretamente com Arafat. O encontro depende de uma autorização oficial, que o governo israelense se nega a dar. Nesta terça-feira, Moratinos discutiu os rumos do conflito com o ex-negociador palestino Sajeb Erekat, em Jericó. Representantes da UE, EUA, Rússia e Nações Unidas avaliaram a situação, à tarde, em Jerusalém. O ministro do planejamento palestino, Nabil Schaath, reiterou que «Arafat não abandonará a Palestina.»

Apesar da ofensiva israelense, a União Européia mantém seu apoio financeiro à Autoridade Palestina. Além dos 10 milhões de euros enviados mensalmente para um fundo de manutenção dos serviços públicos, a UE liberou uma ajuda especial de 50 milhões de euros escalonada até julho de 2002. A Espanha, que atualmente exerce a presidência da União Européia, pretende convocar uma reunião extraordinária da UE para solucionar polticamente o conflito.

Aposentadoria – O coordenador da política externa e de segurança da UE, Javier Solana, acredita que a intervenção militar israelense irá complicar ainda mais o conflito no Oriente Médio. Ele pediu a Israel que se retine dos territórios palestinos ocupados. Segundo Solana, Arafat encontra-se preso em Ramallah e praticamente não controla mais nada. "Ele é responsável pelas forças de segurança mas não por grupos radicais como Hamas ou Jihad", disse.

Solana também sugeriu uma solução inusitada para a crise. "Sharon e Arafat deveriam se aposentar. Eles já vivenciaram o conflito por demasiado tempo e deveriam abrir caminho para uma nova geração, que implemente uma outra política", disse. Solana não descarta "razões pessoais de uma prova de força entre Arafat e Sharon" sejam um dos motivos do conflito. "Nenhum dos dois é santo", disse.

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