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Mundo

Israel permite delegação da UE encontrar Arafat

Israel permitiu que uma delegação de alto nível da União Européia encontre o presidente palestino Yassir Arafat, em seu isolamento, em Ramallah, em missão de paz.

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Ministro alemão, Joschka Fischer (e), conversa com Shimon Peres à margem da conferência em Valência

Foi o que anunciou o presidente do Conselho de Ministros da UE, o chanceler espanhol José Piqué, ao final da conferência dos ministros de Relações Exteriores dos 15 países da comunidade com os colegas de 10 vizinhos do mar Mediterrâneo, em Valência.

Antes do anúncio da nova missão, o ministro israelense, Shimon Peres, havia assegurado que a delegação de alto nível da UE pode se encontrar com o líder palestino. No início de abril, Solana e Piqué foram proibidos por Israel de encontrar Arafat no seu quartel-general isolado e cercado por soldados e tanques israelenses desde 29 de março. Solana e Moratinos deverão iniciar a nova missão de paz nesta quarta-feira, no mais tardar.

A UE quer convencer as partes em conflito a negociar um cessar-fogo. Shimon Peres deixou claro, todavia, que não haverá acordo de paz se depender de uma permissão para o retorno de milhões de exilados palestinos. Isto significaria o "suicídio de Israel", disse ele. Desta vez não foi tirada a tradicional foto do grupo de ministros da UE e dos países do Mediterrâneo, em Valência, porque a delegação árabe se recusou de posar juntamente com o ministro israelense. "No momento eles não se vêem como uma família", esclareceu um diplomata europeu.

No início das deliberações dos 25 ministros sobre o Oriente Médio, em Valência, o comissário de Relações Exteriores da UE, Chris Patten, confirmou as suas críticas à política de Israel para a região. O britânico rechaçou, ao mesmo tempo, a acusação do governo israelense de que suas expressões seriam sinônimo de anti-semitismo. Patten tinha dito que Israel tem direito à autodefesa, mas a UE também quer um Estado palestino em que se possa viver e que não tenha tantos buracos como um queijo suíço. Ele também anunciou que iria conversar com Shimon Peres sobre a destruição sistemática das infra-estruturas da Autoridade Nacional Palestina.

A conferência já começou com confusão na noite de segunda-feira. Em protesto contra a ofensiva militar de Israel nos territórios palestinos, a delegação árabe deixou o recinto, quando chegou o vice-chanceler israelense, Michael Melchior. O Líbano e a Síria não mandaram representantes à conferência em protesto contra a participação de Israel.

O ministro palestino para a Cooperação Internacional, Nabil Shaath, adiantou que não se encontraria com o chanceler israelense Peres, à margem da conferência, como a UE havia planejado na tentativa de aproximação das partes em conflito.