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Mundo

Israel intercepta mísseis contra Tel Aviv

Hamas reivindica ataques em segunda noite de intenso fogo-cruzado, aos quais Israel respondeu com 160 projéteis disparados contra Gaza. Número de mortos nos últimos dois dias já passa dos 30.

Militantes palestinos da Faixa de Gaza atacaram Tel Aviv na madrugada desta quarta-feira (09/07). Ao soar de sirenes de alerta no centro da cidade, a população corria para locais seguros. Ao menos cinco mísseis foram interceptados pelo sistema antimísseis israelense Iron Dome, de acordo com a rádio do Exército israelense.

Num comunicado, as Brigadas de Ezzedine Al-Qassam – um braço armado do Hamas – reivindicaram o lançamento de quatro foguetes contra Tel Aviv, o maior centro populacional do país, elevando para 225 o total de projéteis disparados contra o Estado judeu em duas noites de conflito. Destes, cerca de 40 foram interceptados.

Um dos foguetes atingiu Chadera, a 117 quilômetros da Faixa de Gaza – a maior distância que um míssil do Hamas já alcançou. Foguetes também foram lançados contra Jerusalém, Haifa e Tel Aviv, em ataques reivindicados pelo Hamas. A ofensiva palestina marca a primeira vez desde 2012 em que o grupo tem como alvo grandes centros populacionais em Israel.

A retaliação israelense veio na forma de 160 projéteis disparados contra Gaza, que, segundo a imprensa palestina, deixaram ao menos cinco mortos. O número de vítimas fatais do lado palestino nos últimos dois dias já passa dos 30, e o de feridos supera os 120. Ainda não há registros de mortes em Israel.

Nesta terça-feira, Israel havia anunciado o início da Operação Margem de Proteção, em resposta à intensificação dos ataques a partir de Gaza e que tem como objetivo destruir todas as capacidades do Hamas. Desde então, 435 alvos palestinos já foram atacados.

De acordo com o Ministro do Interior israelense, Gidon Saar, o Exército recebeu ordens de expandir “significativamente” a campanha. “Não limitamos a campanha em termos de tempo. Na verdade, ordenamos às forças de defesa que ampliem os ataques ao Hamas e façam de tudo para restaurar a tranquilidade”, disse em entrevista à rádio do Exército.

O ministro, que também é membro do gabinete de segurança, afirmou ainda que Israel está preparado para qualquer possibilidade, inclusive uma ofensiva terrestre, caso necessário, embora essa não seja a primeira alternativa.

“Existe uma preparação para isso e essa é a razão pela qual convocamos 40 mil reservistas. O Hamas está atirando e, antes de tudo, precisa parar. Mas não ficaremos satisfeitos com apenas isso, sem impor uma derrota significativa ao Hamas e a toda a infraestrutura terrorista em Gaza”, disse Saar.

A escalada da violência começou com o assassinato de três jovens israelenses desaparecidos no dia 12 de junho, cuja responsabilidade foi atribuída ao Hamas. O grupo não negou nem confirmou as acusações, mas semanas depois, outro adolescente foi morto – desta vez, palestino –, e o episódio foi visto como um ato de vingança pelo primeiro sequestro.

IP/afp/dpa