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Mundo

Israel foca em líderes do Hamas e alerta 100 mil palestinos a deixarem suas casas

Bombardeios atingem casa de um dos principais dirigentes do grupo radical islâmico. Mais de 200 palestinos já morreram no fogo-cruzado, que fez a primeira vítima do lado israelense.

Após o fracasso da proposta egípcia de um cessar-fogo, Israel prosseguiu com os ataques aéreos à Faixa de Gaza na manhã desta quarta-feira (16/07), tendo casas de lideranças políticas do grupo radical islâmico Hamas como alvo. O Exército israelense pediu que cerca de 100 mil palestinos deixassem suas residências no norte da Faixa de Gaza.

Segundo militares israelenses, a casa de um dos principais dirigentes do Hamas, Mahmoud Al-Zahar, foi atingida. Trata-se da primeira vez, desde o início do conflito, que já dura nove dias, que um integrante da alta hierarquia da organização foi alvo dos ataques. Até agora, os alvos eram sobretudo casas de militantes do Hamas. Suspeita-se, porém, que Al-Zahar não se encontrava no local no momento do ataque.

Outras casas de dirigentes políticos do Hamas também foram atacadas durante a madrugada, entre elas as residências do líder Fathi Hammad e da parlamentar Jamila Al-Schanti, de acordo com informações do grupo islâmico. Além disso, também teria sido bombardeada a casa de Bassem Naim, consultor de outro importante líder do Hamas, Ismail Haniyya. Uma porta-voz do Exército em Tel Aviv afirmou que ainda se investiga a veracidade das notícias.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, havia anunciado uma expansão da ofensiva contra Gaza para esta quarta-feira, seis horas depois de aceitar a trégua proposta pelo Egito. A iniciativa foi rejeitada pelo Hamas, que alegou jamais tê-la recebido.

Após anunciar a intensificação dos ataques, o governo israelense pediu que centenas de milhares de palestinos a deixassem suas casas em busca de abrigo seguro. Folhetos alertando sobre futuros “ataques aéreos a alvos terroristas” foram jogados no bairro de Seitun, na Cidade de Gaza, e em outros locais. “A evacuação é para a segurança de vocês”, dizia o texto.

No fim de semana, moradores de Beit Lahiya, no norte da Faixa de Gaza, já haviam sido orientados a deixar suas casas. Na sequência, 17 mil pessoas buscaram refúgio em escolas da ONU e em outros locais.

De acordo com fontes israelenses, desde terça-feira de manhã, quando o cessar-fogo deveria ter entrado em vigor, militantes palestinos dispararam 123 foguetes contra Israel. Pela primeira vez desde o início do conflito, um israelense foi morto na noite desta terça-feira, em Erez, ao norte da Faixa de Gaza. Do lado palestino, o saldo de óbitos já passou de 200.

Até o momento, a estratégia israelense tem se baseado, sobretudo, em ataques aéreos, mas uma ofensiva terrestre não está descartada. Dezenas de milhares de reservistas já foram convocados.

O agravamento da tensão no Oriente Médio começou com o assassinato de três jovens israelenses no mês de junho. Na sequência, um suposto ato de vingança vitimou um adolescente palestino, provocando uma sucessão de ataques dos dois lados.

Os esforços em busca de um cessar-fogo continuam nesta quarta-feira, com um encontro entre os presidentes palestino, Mahmoud Abbas, e egípcio, Abdel Fattah Al-Sisi, em Cairo. Nesta terça-feira, o Ministro do Exterior alemão, Frank-Walter Steinmeier, também pediu por um cessar-fogo na região – sem sucesso.

IP/afp/rtr/dpa

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