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Mundo

Israel e Hamas ficam fora de lista negra da ONU

Apesar de recomendação oficial, secretário-geral da ONU não inclui país e grupo radical na lista de exércitos e organizações que violam direitos da criança em conflitos. Ban Ki-moon, porém, critica violência na região.

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Guerra de 50 dias destruiu Gaza em 2014

Israel e o grupo radical palestino Hamas não foram incluídos na lista negra de Estados e organizações que violam os direitos das crianças durante conflitos, divulgada nesta segunda-feira (08/06) pelas Nações Unidas.

O exército israelense e o Hamas faziam parte do esboço formulado pela enviada especial da ONU para crianças e conflitos armados, Leila Zerrougui. O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, optou, no entanto, deixá-los de fora da lista final, apesar da recomendação e do pedido de organizações de direitos humanos.

Fontes da organização disseram que a decisão do secretário-geral de passar por cima da recomendação foi extremamente incomum.

Mas mesmo não entrando na lista negra, Ban criticou duramente no relatório as operações militares de Israel no ano passado. "A escala sem precedentes e inaceitável do impacto sobre crianças em 2014 aumenta as preocupações sobre a conformidade de Israel com o direito internacional, especialmente, em relação ao uso excessivo da força", afirmou o documento.

O relatório também criticou grupos armados palestinos pelo lançamento de mísseis em direção a Israel, o que coloca em risco crianças não somente em território israelense, mas também em Gaza. Ban citou um "aumento dramático" no número de crianças mortas em Israel e no território palestino no último ano.

Em 2014, somente durante os 50 dias de guerra entre Israel e Hamas na Faixa de Gaza, mais de 2,1 mil palestinos morrem, a maioria civil, entre eles 540 crianças. Entre as vítimas fatais israelenses estão seis civis e 67 militares.

Lista negra

No documento, Ban disse ainda que crianças foram afetadas em um grau que é uma "afronta à humanidade" em conflitos na República Centro-Africana, Iraque, Nigéria, Sudão do Sul e Síria.

A lista negra da ONU inclui exércitos ou grupos que matam, exploram, violentam ou aprisionam crianças em regiões de conflito. Nela aparecem 51 organizações armadas, entre elas o Boko Haram e o "Estado Islâmico" (EI). Entre os países listados estão Afeganistão, República Democrática do Congo, Somália, Sudão do Sul, Sudão, Síria, Myanmar e Iêmen.

CN/rtr/afp/dpa

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