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Mundo

Israel constrói muro em Jerusalém Oriental

Barreira de nove metros de altura é orçada em 4 milhões de euros e é resposta à escalada de violência entre israelenses e palestinos na fronteira com a Cisjordânia, que já causou quase 50 mortes em menos de um mês.

O governo de Israel anunciou nesta segunda-feira (19/10) a construção de um muro em Jerusalém Oriental, palco de recentes conflitos entre israelenses e palestinos. A barreira de nove metros de altura vai dividir os distritos de Jabal Mukaber, no lado palestino, e Armon Hanaziv, no lado israelense. A construção está estimada em 4,6 milhões de euros.

Desde o início do mês, mais de 40 palestinos e sete israelenses morreram na atual onda violência em Jerusalém Oriental e na Cisjordânia, provocada em parte pela ira dos palestinos sobre o que eles veem como uma invasão judaica na mesquita de Al-Aqsa, local considerado sagrado também pelos judeus.

Jerusalém Oriental foi anexada ao território israelense em 1967 depois da Guerra dos Seis Dias. O governo israelense também planeja construir barreiras no limite com os distritos árabes de Dschabel Mukaber e Sur Baher.

O Ministério alemão do Exterior pediu que os dois lados evitem agravar a violência. "Estamos muito preocupados com a situação de Israel e os territórios ocupados na Cisjordânia", afirmou a porta-voz Sawsan Chebli.

Mediação do conflito

Um imigrante da Eritreia linchado por uma multidão e morto com um tiro por um guarda israelense foi identificado nesta segunda-feira. Mila Abtum, um trabalhador rural, foi confundido com um homem armado após um suposto ataque numa estação de ônibus na cidade de Beersheba.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que tem reforçado a presença de soldados na fronteira do país com a Cisjordânia, fez um alerta aos civis. "Somos um país com leis. Ninguém pode fazer justiça com as próprias mãos", afirmou.

O secretário de Estado americano, John Kerry, que vai se reunir nesta semana com Netanyahu, na Alemanha, e com o presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, no Oriente Médio, pediu que "se restabeleça a calma."

KG/afp/dpa/rtr

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