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Mundo

Israel aprova novos assentamentos na Cisjordânia

Governo isralense prossegue expansão de áreas destinadas a colonos judeus. Construção de novos assentamentos em território ocupado é ostensiva desde a elevação de status dos palestinos nas Nações Unidas.

Apesar das críticas internacionais, o governo de Israel prossegue com a ampliação de seus assentamentos na Cisjordânia. Como divulgou nesta terça-feira (25/12) a rádio estatal israelense, uma comissão de planejamento aprovou a construção de 940 moradias no assentamento Gilo. Este se situa no extremo sul de Jerusalém, na Cisjordânia ocupada em 1967.

Ao mesmo tempo, Israel elevou para universidade o status da escola superior do assentamento Ariel, na Cisjordânia. Como a Procuradoria Geral não apresentou quaisquer restrições, o ministro da Defesa Ehud Barak ratificou a decisão.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, saudou a medida, ressaltando que após décadas, finalmente será "fundada uma nova universidade em Israel". No entanto o Supremo Tribunal israelense ainda precisa deliberar sobre uma queixa apresentada contra a elevação do status da escola superior.

Capital disputada

Na Cisjordânia vivem atualmente mais de 340 mil colonos judeus, além de outros 200 mil em Jerusalém Oriental. Tel Aviv considera Jerusalém uma capital "inseparável". No entanto, a anexação da zona leste nunca foi reconhecida internacionalmente.

Por sua vez, os palestinos pretendem transformar Jerusalém Oriental, habitada por maioria árabe, em capital de seu próprio Estado. Israel vem ampliando ostensivamente seus assentamentos desde o final de novembro, quando a Assembleia Geral da ONU elevou o status da Autoridade Palestina dentro da organização a Estado observador não membro.

Principal alvo de censura internacional é o anúncio de novas obras na zona denominada "E1", ao leste de Jerusalém. O projeto implicaria na divisão, de fato, da Cisjordânia em duas metades, apontam os críticos.

AV/afp/dapd/dpa
Revisão: Mariana Santos

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