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Mundo

Israel adota medidas contra extremismo judaico

Governo amplia "detenção administrativa" também para cidadãos israelenses. Prática permite prisão por tempo indeterminado sem acusação formal e é reposta a atentado que matou bebê palestino.

O governo de Israel aprovou a realização de interrogatórios mais duros a israelenses suspeitos de envolvimento com terrorismo, afirmou o ministro de Segurança Interior, Gilad Erdan, nesta segunda-feira (03/08).

O anúncio foi feito um dia depois de o governo aprovar a expansão da "detenção administrativa", ou seja, a prisão sem autorização judicial, de cidadãos israelenses suspeitos de cometer violência contra palestinos, visando capturar os autores do

incêndio criminoso

que matou um bebê na Cisjordânia.

"Nós estamos determinados a lutar vigorosamente contra manifestações de ódio, fanatismo e terrorismo de todos os lados", afirmou o primeiro-ministro Benjamim Netanyahu.

Desde o atentado, o gabinete de segurança está sob pressão para reprimir a violência de extremistas judeus contra palestinos. As autoridades ordenaram que todos os passos necessários sejam tomados para "levar os responsáveis à Justiça e prevenir a repetição de ataques como esse no futuro".

A chamada "detenção administrativa" era uma prática reservada para palestinos suspeitos de terrorismo. Ela permite que os suspeitos sejam detidos por tempo indeterminado sem uma acusação formal. A medida é condenada internacionalmente. De acordo com um grupo de direitos humanos israelense, há 391 palestinos detidos desde maio dentro desse contexto.

Nenhum grupo assumiu a autoria do ataque na Cisjordânia e também ainda não houve detenções de suspeitos de envolvimento no atentado. Segundo militares israelenses, os suspeitos entraram no vilarejo, nas proximidades de Nablus, atearam fogo em residências e picharam em hebraico frases como "vida longa ao Messias" e "vingança".

CN/rtr/afp

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