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Mundo

Israel acusa palestinos de obstruir diálogo de paz e ameaça com retaliações

Netanyahu promete represálias caso palestinos levem adiante a assinatura de acordos em busca de maior reconhecimento internacional. Declarações são feitas antes de reunião para tentar salvar processo de paz.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou neste domingo (06/04) que pretende retaliar os palestinos, caso o líder da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, leve adiante os pedidos de adesão a 15 tratados internacionais que buscam maior reconhecimento internacional do Estado palestino.

"Isso apenas deixará mais distante o acordo de paz. Quaisquer medidas unilaterais que eles tomem serão respondidas com medidas unilaterais também de nossa parte", ameaçou, entretanto, sem especificar quais seriam as possíveis retaliações.

As declarações do premiê ocorrem no momento em que negociadores palestinos e israelenses se preparam para uma reunião neste domingo com o enviado dos Estados Unidos, Martin Indyk, numa tentativa de salvar o processo de paz de uma ruptura.

O secretário de Estado Americano, John Kerry, o maior incentivador da retomada das negociações, havia alertado na sexta-feira que há "limites" para os

esforços de Washington

dedicados ao processo de paz. Ele apelou às duas partes para que fizessem concessões no intuito de evitar o fracasso do diálogo.

O presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, havia rejeitado uma solicitação de Kerry para que retirasse os pedidos de adesão, enquanto Netanyahu ignorou apelos dos americanos para que um conjunto de políticas de retaliação fosse retirado da pauta.

Acusações mútuas

Israel insiste que a atitude de Abbas foi uma clara violação dos compromissos assumidos pelos palestinos quando o processo de paz foi reiniciado em julho, para que não buscassem outras formas de reconhecimento internacional de seu Estado.

Os palestinos, por sua vez, afirmam que agiram em represália ao fato de Israel ter voltado atrás na libertação de um grupo de prisioneiros, conforme havia sido acordado anteriormente.

"Estamos preparados para dar prosseguimento as conversações, mas não a qualquer preço", alertou Netanyahu, ressaltando que o pedido de adesão palestino aos acordos internacionais foi realizado pouco antes do acordo sobre a extensão do prazo das conversações, que expira em 29 de abril.

Yasser Abed Rabbo, secretário-geral do comitê executivo da Organização pela Libertação da Palestina (OLP), culpa o governo de Netanyahu pela mais recente crise no processo de paz.

Ele afirma que os israelenses "querem que as negociações continuem eternamente" e, para tal, criam "fatos novos". "Israel sempre implementa medidas unilaterais", declarou em entrevista para uma rádio palestina.

O Knesset, o Parlamento israelense, vai se reunir nesta segunda-feira para debater o processo de paz.

RC/afp/dpa/rtr/ap

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