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Mundo

Israel acusa Hizbollah e Irã de envolvimento em atentado na Bulgária

Governo em Tel Aviv acusa país e mlícia libanesa de serem responsáveis por atentado que matou sete pessoas na Bulgária, cinco delas, israelenses. Especialistas apontam falhas das autoridades de segurança búlgaras.

Israel enviou investigadores próprios à cidade de Burgas, na Bulgária, onde um ataque suicida a um ônibus de turismo matou sete pessoas nesta quarta-feira (18/07), cinco delas de Israel. Uma unidade especial de resgate, incluindo militares, foi enviada por Israel para coletar informações na costa do Mar Negro. O governo israelense acusa a milícia libanesa Hizbollah de ter realizado o atentado por encargo do Irã.

Os turistas haviam chegado de Tel Aviv e seriam levados para o hotel, quando ocorreu a explosão. Além dos cinco turistas israelenses, morreram também o suposto autor do atentado e o motorista búlgaro do veículo. A explosão também feriu 37 pessoas, algumas em estado grave. Câmeras de segurança filmaram um homem com cabelo comprido no local do ataque, antes da explosão. Os investigadores supõem que seja o autor, pois seu corpo apresentava os piores ferimentos.

O ministro israelense do Interior, Izhak Aharonovitch, afirmou não haver dúvida de que o Irã se encontra por trás do atentado, e prometeu que os responsáveis pagarão. Entretanto, Teerã negou qualquer implicação, informou a rede de notícias Al Alam. "O Irã nega qualquer envolvimento e condena qualquer ataque terrorista contra vidas de inocentes como algo inumano", declarou o porta-voz do Ministério do Exterior, Ramin Mehmanparast. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, acusou Irã e o Hizbollah de levarem a cabo uma "campanha terrorista mundial".

O ministro do Exterior israelense, Avigdor Lieberman, assinalou que Israel tem "informação sólida" de que o ataque é de responsabilidade do Irã e do movimento libanês Hizbollah.

Militares israelenses foram enviados à Bulgária para investigar atentado

Militares israelenses foram enviados à Bulgária para investigar atentado

Perigo anunciado

Um atentado desse tipo já era esperado. Em janeiro, as autoridades de segurança israelenses haviam advertido seus colegas búlgaros sobre a ameaça de ataques terroristas islâmicos contra turistas israelenses no país. "Nos últimos anos, recebemos cerca de 15 avisos e conseguimos frustrar vários ataques", afirmou o primeiro-ministro búlgaro, Boiko Borisov.

Houve várias rodadas de conversações bilaterais sobre o assunto, entre a Bulgária e Israel. Em janeiro, a agência de notícias oficial búlgara BTA citava fontes israelenses com a informação de que um recente ataque terrorista contra turistas israelenses fora impedido na Bulgária. Investigadores haviam descoberto uma mala com explosivos num ônibus com cidadãos israelenses em férias de inverno na Bulgária.

Alertas recentes

O alerta israelense foi repetido no início da temporada turística na Bulgária. Um mês atrás, um agente do Mossad advertiu explicitamente as autoridades búlgaras sobre o perigo. A Bulgária é um destino popular para turistas israelenses. Este ano, o número de cidadãos israelenses visitando o país aumentou 10%. Devido às tensões entre a Turquia e Israel, muitos israelenses preferem a costa búlgara do Mar Negro para as férias, em lugar da Turquia. Os balneários búlgaros da região são muito procurados pelos turistas israelenses, também devido a seus cassinos e às animadas festas juvenis.

As precauções de segurança tomadas pelas autoridades búlgaras passaram a ser, cada vez mais, alvo de críticas. "A Bulgária não está preparada para tais ataques. Não cuidamos o suficiente da segurança dos turistas israelenses", acusou o ex-vice-premiê e ex-ministro búlgaro da Defesa Dimiter Ludiev, em entrevista à Deutsche Welle.

Israelense procura por parente, após explosão em Burgas

Israelense procura por parente, após explosão em Burgas

"Até este ano, somente companhias aéreas israelenses voavam para a costa búlgara do Mar Negro. Sempre havia seguranças israelenses envolvidos, os passageiros eram literalmente escoltados das aeronaves para o hotel. Neste caso, entretanto, era uma linha aérea búlgara, Ar Via, e não havia medida de segurança alguma. Foi um atestado de incompetência dos serviços de segurança búlgaro!", criticou Ludiev.

O presidente búlgaro, Rossen Plevneliev, também fez públicas suas preocupações sobre a competência das autoridades de segurança. Entretanto, o premiê Borisov e o ministro do Interior, Tzvetan Tzvetanov, não aceitam as críticas. "Este ataque poderia ter acontecido em qualquer outro lugar. Mas está acontecendo na Bulgária", disse Borisov.

Especialistas também suspeitam do Hizbollah

Fontes diplomáticas em Sofia afirmam que as primeiras suspeitas das forças de segurança da Bulgária recaem sobre o Hizbollah. Especula-se que o ataque poderia estar associado a uma reunião das forças de oposição da Síria em Sofia, há cerca de dois meses.

O especialista israelense em terrorismo Boaz Ganor suspeita que o Irã e a milícia radical islâmica Hizbollah estejam por trás do ataque. Há alguns dias, foi preso no Chipre um combatente do Hizbollah que planejava um ataque similar. "Foi possivelmente uma operação paralela, e provavelmente não a última", especulou Ganor. "Isso cheira a Hizbollah, Irã ou a uma ação comum."

Solomon Passy, ex-ministro búlgaro do Exterior e especialista em questões de segurança, está convencido de que a Bulgária depende agora da ajuda da Otan e da UE. A política búlgara Kristalina Georgieva, comissária da União Europeia para Cooperação Internacional, pleiteiou cooperação estreita entre aUE e a Europol para uma elucidação rápida do atentado.

MD/dw,dpa,dapd,rtr,afp
Revisão: Augusto Valente