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Economia

Irmãos Albrecht, os gigantes do varejo

Dois irmãos lideram o ranking das maiores fortunas alemãs há muitos anos: Karl e Theo Albrecht são os fundadores e donos da maior rede de supermercados populares do país.

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Estratégia de gênio: baixos custos, preços baixos

Todos na Alemanha conhecem a rede de supermercados Aldi. Afinal de contas, ela detém cerca de 40% do mercado de alimentos no país. Bem menos conhecidos, entretanto, são seus proprietários e idealizadores, os hoje octogenários irmãos Karl e Theo Albrecht, que inauguraram não só um pequeno mercado no período pós-Segunda Guerra Mundial, mas também um conceito para a venda de alimentos.

Enquanto ambos se mantêm bastante afastados do olhar público, sua impressionante transformação de pequenos comerciantes do Vale do Ruhr em gigantes do comércio alimentício é reconhecida em todo o planeta.

No ano de 2005, a fortuna do irmão mais velho, Karl, foi avaliada em cerca de 16 bilhões de euros, segundo o ranking das maiores fortunas do mundo feito pela revista norte-americana Forbes, fazendo dele o homem mais rico da Alemanha. Seu irmão mais novo, por sua vez, não pode se gabar tanto, pois sua fortuna foi avaliada em "somente" 13 bilhões de euros.

Origem humilde

Karl nasceu em 1920 e Theo, dois anos mais tarde, ambos em circunstâncias bastante complicadas. Seu pai era um mineiro desempregado, com a saúde muito comprometida por causa de um problema nos pulmões, devido à aspiração de microscópicas partículas de cinzas. Durante este período, ele trabalhava como empregado numa fábrica de pães. Sua mãe tinha um pequeno mercado num bairro da classe trabalhadora.

Ambos aprenderam a lidar bem com o mercado de alimentos: Theo ao lado de sua mãe e Karl trabalhando numa loja bastante conhecida de alimentos finos. Seus estudos foram interrompidos por causa da Segunda Guerra Mundial, quando Theo então foi mandado à África e Karl para as frentes de batalha no Leste.

Depois da guerra veio a reforma monetária, que acabou com o mercado negro da noite para o dia e permitiu que as lojas estocassem uma variedade de produtos alimentícios, agora legais. Este foi seu primeiro passo no mercado de alimentos. Inauguraram seu primeiro mercado, criando uma nova política de comércio: a de oferecer uma pequena quantidade de produtos, sempre a preços reduzidos.

Estratégia de sucesso

Em dez anos, eles ampliaram seus negócios, com cerca de 300 lojas e vendas que ultrapassavam, na época, a marca dos 100 milhões de marcos alemães. A primeira loja a ser chamada Aldi (ALbrecht + DIscount = desconto) foi inaugurada em 1962, em Dortmund.

Nessa mesma época, os irmãos resolveram dividir seu império, com Theo assumindo as lojas no norte da Alemanha (Aldi-Nord) e Karl cuidando dos negócios no sul (Aldi-Süd). Mesmo assim, ambos continuaram trabalhando bastante próximos. A fortuna acumulada continua em posse da família e é mantida numa complexa rede de investimentos e holdings.

Theo Albrecht

Uma das raras fotos de Theo Albrecht

O Aldi conquistou seu sucesso com uma simples fórmula: a seleção de produtos é mantida numa quantidade mínima (cerca de 700 produtos, comparado com os cerca de 25 mil num supermercado convencional).

As lojas possuem ainda uma equipe bastante reduzida, além de economizar também na própria loja, como decoração, publicidade ou mesmo no armazenamento dos produtos, pois eles são colocados à venda diretamente da paleta de transportes. Toda a economia pode então ser revertida ao consumidor final.

Diversificação

O Aldi começou a expandir seus negócios com produtos não-alimentícios, como têxteis e hardwares. Agora, a rede é também a número um em vendas de computadores, detendo cerca de 60% deste mercado. O sucesso estrondoso da rede Aldi permitiu ainda sua expansão para além-mar, permitindo que se encontre suas lojas em vários outros países.

Apesar do imenso sucesso de seus negócios, os irmãos conseguiram manter-se longe da mídia, conseguindo ocultar suas vidas particulares dos jornais e TVs. Qualquer chance de maior contato público foi perdida definitivamente em 1971, quando Theo passou 17 dias em cativeiro de seqüestradores. Sua libertação aconteceu após pagamento de resgate. Os criminosos foram presos.

Algumas vezes, vazam informações sobre suas vidas particulares. Diz-se, por exemplo, que Karl aposentou-se já na década de 1980, deixando o controle da empresa na mão de não-familiares. Nenhum dos dois filhos trabalha para a cadeia de supermercados.

Há informações de que ele está criando orquídeas e joga golfe no seu campo em Donauschingen, na Baviera. Já seu irmão mais novo, que aparentemente é colecionador de antigas máquinas de escrever, continua tocando seus negócios, tendo "falhado" na criação de um herdeiro para seu império.

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