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Mundo

Iraque vai às urnas em meio à violência

Explosões em locais de votação deixam mortos e feridos na primeira eleição desde retirada das tropas americanas. Al-Maliki tem boas chances de conquistar terceiro mandato.

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Premiê Maliki: certo da reeleição e disposto a aliança com todos aqueles que forem "a favor de um Iraque unido"

Os eleitores no Iraque vão às urnas nesta quarta-feira (30/04) para eleger um novo Parlamento. A primeira eleição desde a retirada das tropas americanas, no final de 2011, ocorre em meio a uma onda de atentados e com um forte esquema de segurança. Apesar da violência, o primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, apelou para que os iraquianos compareçam às urnas.

Os alertas para o risco de ataques no dia da votação foram confirmados logo pela manhã. De acordo com as autoridades, granadas explodiram em dois locais de votação em Bagdá, sem deixar feridos. Na região de Al-Dibs, no noroeste de Kirkuk, duas mulheres morreram na explosão de uma bomba entre um grupo de eleitores. Detonações deixaram mortos e feridos em locais de votação também nas regiões de Ramadi, Samarra e Mossul, no norte iraquiano, segundo a agência de notícias Sumeria News.

Al-Maliki expressou confiança na sua reeleição. "Nossa vitória é certa. Faremos coalizão com todos aqueles que quiserem um Iraque unido", afirmou o político xiita, declarando-se confiante de que a votação será "ainda mais bem sucedida do que a anterior, porque nenhum soldado dos EUA está mais em solo iraquiano".

Irak Wahlen April 2014

Guardas fazem segurança de local de votação: alertas de ataques se confirmaram

O premiê pediu aos mais de 20 milhões de eleitores convocados que votem, independentemente do risco de ataques. Mais de 9 mil pessoas de cerca de 280 partidos se candidataram aos 328 assentos do Parlamento.

Devido à ausência de um adversário forte, Al-Maliki tem boas chances de manter a maioria no Parlamento e ser reeleito para um terceiro mandato. Ele está há oito anos no poder. O resultado do escrutínio não deve sair antes desta sexta-feira.

Em sua gestão, porém, o primeiro-ministro não conseguiu reaquecer a economia nem conter a violência entre grupos religiosos. O sistema político continua bloqueado por causa da acirrada disputa entre xiitas e sunitas.

Desde o início do ano, em média 25 pessoas são mortas por dia em ataques e combates entre grupos sectários rivais. Só nesta terça-feira, ao menos 24 pessoas perderam suas vidas em atentatos a bomba no Iraque. No dia anterior, 64 pessoas foram mortas numa série de ataques contra locais de votação, comboios militares e num comício.

Nenhum grupo reconheceu a autoria dos atentados desta semana. Em geral, eles são executados por grupos sunitas, que se sentem preteridos em favor dos xiitas desde a troca de governo no Iraque. Os sunitas apoiavam o ex-ditador Saddam Hussein.

Irak Wahlen April 2014

Eleição ocorre sob forte esquema de segurança

"Eu espero que tenhamos um governo melhor. No passado, demos nosso voto, mas não adiantou nada. Viemos para que nosso voto não seja perdido", disse o eleitor Hassan Hashim Abdulbaki, que foi votar junto com a esposa em Bagdá.

Para evitar ataques, foi decretada na capital desde terça-feira uma proibição de condução de veículos. O aeroporto também foi interditado. O arquiteto Ahmed Adel, de 40 anos, defendeu que todos votem, apesar do perigo."Caso contrário, violaremos nossos próprios direitos e os direitos dos outros."

MD/afp/dpa

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