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Mundo

Iraque consegue maior ajuda financeira

A conferência sobre o Iraque quer garantir a influência internacional sobre o futuro da região. Para evitar uma nova polarização, o governo transitório em Bagdá precisa de ajuda financeira e respaldo político.

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Sebari (e) e Solana em Bruxelas

A comunidade internacional se comprometeu a prestar ajuda econômica e política ao Iraque. A conferência internacional sobre o futuro do país, realizada nesta quarta-feira (22/06), em Bruxelas, endossou o plano de renegociar as dívidas iraquianas e prometeu mais agilidade no pagamento da ajuda financeira já concedida.

Alemanha adverte do risco de fracasso

O ministro alemão das Relações Exteriores, Joschka Fischer, deu ao Iraque novas perspectivas de apoio à redemocratização do país. O governo alemão está disposto a se empenhar mais na reconstrução do Iraque, contanto que haja garantias de segurança.

Fischer ressaltou que a Alemanha já prestou grande contribuição, sobretudo por ter parcelado as dívidas iraquianas e participado da formação de policiais e soldados. A idéia agora seria "impulsionar o processo de estabilização democrática com ajuda internacional".

Outro ponto importante seria o processo constitucional, a fim de que o país reconquiste definitivamente a soberania. Fischer reiterou que a Europa tem grande interesse no êxito deste processo: "Afinal, se isso fracassar, pagaremos um preço alto, independentemente de termos sido contra a guerra ou a favor dela", comentou Fischer, acrescentando que isso não pode acontecer de forma nenhuma.


Europa e EUA com interesses comuns

Foi este um dos motivos da realização da conferência de Bruxelas. O evento foi convocado pela União Européia como prova de sua convergência com os Estados Unidos na atual estratégia relativa ao Iraque, apesar de os europeus terem desaprovado a intervenção militar.

A conferência dirigida pelos EUA e pela União Européia conta com a participação de representantes de mais de 80 países e organizações, entre os quais o secretário geral das Nações Unidas, Kofi Annan, a secretária de Estado norte-americana, Condoleeza Rice, 70 ministros das Relações Exteriores, além de representantes da Síria e do Irã.

Formar soldados não basta

O governo iraquiano apresentou um plano de reconstrução e redemocratização do país e fez um apelo, a fim de que a comunidade internacional apóie seu árduo e doloroso processo de mudanças.

O chefe do governo de transição iraquiano, Ibrahim Jaafari, resumiu o que espera da ajuda internacional: "O que precisamos de vocês é justamente aquilo de que sua população também necessita. As crianças do Iraque são como as suas: não gostariam de perder seus pais e se tornarem órfãs."

O ministro iraquiano das Relações Exteriores, Hoshyar Zebari, declarou que ainda há muito a fazer até a convocação de eleições democráticas e constitucionais. Zebari mencionou quatro prioridades: elaborar a Constituição e realizar as eleições de dezembro, pacificar e estabilizar o país, reconstruir a economia e reatar relações com os países vizinhos. A fim de atingir estas metas, não basta os iraquianos receberem ajuda na formação de policiais e soldados.

Contra o tráfico de terroristas

Uma outra questão fundamental é o fechamento das fronteiras com os países vizinhos, a fim de que criminosos perseguidos por outros países não se instalem no Iraque. A declaração comum do encontro de Bruxelas exige que os países vizinhos controlem melhor as fronteiras com o Iraque e impeçam que os terroristas tirem proveito do livre trânsito na região.

A conferência foi marcada por um conflito aberto entre a Síria, de um lado, e o Iraque e os Estados Unidos, de outro. Rice e Zebari acusaram a Síria de permitir que terroristas cheguem ao Iraque através de suas fronteiras. O ministro sírio das Relações Exteriores, Farouk al Sharaa, responsabilizou as sanções de Washington contra seu país e a ocupação israelense das Colinas de Golã pela alegada impossibilidade de a Síria controlar suas fronteiras.

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