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Mundo

Irã se oferece para ser mediador entre Assad e oposição síria

Após numerosas iniciativas em vão, os planos de paz interna na Síria permanecem irrealizados. A oposição recorre cada vez mais à resistência armada, enquanto entra em cena o Irã, aliado do regime Assad.

O Irã se oferece para dar partida a um diálogo entre o governo e oposição na Síria. O anúncio foi feito neste domingo (15/07) pela agência de notícias ISNA, citando o ministro iraniano do Exterior, Ali Akbar Salehi.

Enviado especial Kofi Annan (esq.) e ministro Ali-Akbar Salehi em Teerã

Enviado especial Kofi Annan (esq.) e ministro Ali-Akbar Salehi em Teerã

Segundo o comunicado, o Irã estaria disposto a convidar para conversas "entre o governo sírio e grupos oposicionistas", num esforço para dar fim ao conflito. Enfatizou-se, na declaração de Salehi, que "a República Islâmica está pronta para sentar-se à mesa com a oposição síria e convidá-la a ir até o Irã". O país é o principal aliado regional do presidente sírio, Bashar al Assad.

Apesar da atitude refratária dos Estados Unidos e do ceticismo europeu, recentemente o enviado especial da ONU na Síria, Kofi Annan, defendeu a integração do Irã nos esforços pela paz. Em abril último, Annan viajou também para Teerã, onde se reuniu com Salehi.

Apoio de Moscou

O Kremlin declarou que Annan é esperado na próxima terça-feira na capital russa, para um encontro com o presidente Vladimir Putin. Na ocasião, Moscou irá reforçar seu apoio ao plano de paz do ex-secretário-geral da ONU. Tal apoio será "o único fundamento praticável para a solução dos problemas internos da Síria", segundo o governo russo.

Integrante do Conselho de Segurança das Nações Unidas com poder de veto, a Rússia é um aliado próximo de Assad. Recentemente o país recebeu também uma delegação da oposição síria, porém sem que ocorresse uma aproximação.

Protesto na Síria contra massacre em Tremseh

Protesto na Síria contra massacre em Tremseh

Annan "precipitado"

Damasco voltou a rechaçar as acusações dos oposicionistas de que houve um massacre na localidade de Tremseh. "Não se tratou de uma ofensiva do Exército contra civis, mas sim de combates entre o Exército regular e grupos armados", assegurou o porta-voz do Ministério sírio do Exterior.

O órgão detalhou, ainda, que durante o incidente não haveriam morrido 150 pessoas, como alegado pela oposição, mas sim 37 combatentes armados e dois civis.

Damasco negou também o emprego de tanques e helicópteros no ataque ao lugarejo na província de Hama: segundo o governo, o Exército empregou apenas veículos para transporte de tropas e armas leves, como mísseis antitanques. Tampouco haveriam sido utilizados aviões e artilharia. A afirmativa em contrário do enviado especial Kofi Annan teria sido "muito precipitada", não correspondendo aos fatos, arrematou o porta-voz do ministério.

Em carta ao Conselho de Segurança da ONU, Annan criticou a mobilização de "artilharia, tanques de combate e helicópteros". Esse posicionamento foi confirmado por observadores das Nações Unidas no local.

AV/afp/rtr
Revisão: Soraia Vilela

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