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Mundo

Irã participará de encontro internacional sobre conflito na Síria

Pela primeira vez, premiê do país aliado do regime de Bashar al-Assad se juntará a conversas que buscam solução diplomática para guerra civil. Oposição síria alega que participação pode dificultar negociações.

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Primeiro-ministro iraniano, Mohammad Javad Zarif

O Irã anunciou nesta quarta-feira (28/10) que participará de uma segunda rodada de conversas multilaterias sobre o conflito na Síria, em Viena. O ministro iraniano do Exterior, Mohammad Javad Zarif, irá se juntar ao encontro de representantes dos Estados Unidos, Rússia, Arábia Saudita, Egito, Turquia, Líbano, França e União Europeia previsto para a próxima sexta-feira.

"Avaliamos o convite e decidimos que o ministro do Exterior participará das conversas", confirmou o porta-voz de Zarif, Marzieh Afkham, à televisão estatal iraniana IRNA.

Será a primeira vez que o Irã – aliado do presidente sírio, Bashar al-Assad – participará de um encontro internacional sobre a guerra civil síria.

A presença de Teerã na reunião coloca em questão a probabilidade de um fim para o conflito, já que Estados Unidos e líderes europeus defendem o afastamento de Assad como condição para a paz. A participação iraniana também pode enfurecer outro membro chave das conversações – a arqui-inimiga Arábia Saudita.

O Irã foi excluído de encontros internacionais em 2012 e 2014, devido à posição contrária de Washington e Riad. Como aliado do presidente Assad, o país tem oferecido "conselheiros militares" ao governo sírio para a luta contra opositores e, assim como a Rússia, vem sendo acusado pela oposição de atacá-los.

Nesta terça-feira,

os Estados Unidos expressaram, pela primeira vez, a vontade de incluir o Irã nas conversas

. Trata-se de um "convite multilateral genuíno", afirmou o porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, John Kirby.

Kirby disse ainda que o objetivo das conversações em Viena é estabelecer planos para um regime de unidade interino em Damasco, que abriria o caminho para uma eventual saída de Assad.

Permanência de Assad

A primeira rodada de conversas na última sexta-feira foi marcada pelas divergências em relação ao papel de Assad numa transição política. A Rússia defendeu a importância do presidente sírio na luta contra o terrorismo. Já os Estados Unidos, a Arábia Saudita e a Turquia, que apoiam grupos da oposição moderada, exigem o afastamento do líder para abrir caminho para um processo diplomático.

O Irã defende uma solução diplomática para o conflito, porém, com a inclusão de Assad. A Coalizão Nacional Síria, a principal aliança política da oposição, expressou preocupação com a presença iraniana nas conversas e afirmou que pode complicar as negociações e "obstruir uma solução política".

A chefe de política externa da Comissão Europeia, Federica Mogherini, que estará no encontro, saudou a participação do Irã. "É importante termos todos os atores regionais relevantes à mesa em Viena na sexta-feira", publicou no Twitter.

Desde o início da guerra civil na Síria, em março de 2011, mais de 250 mil pessoas morreram e cerca de 4,2 milhões de pessoas foram obrigadas a deixar o país.

CN/lusa/afp/rtr/dpa

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