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Mundo

Irã libera acesso ao Gmail

Com um dos maiores filtros de internet no mundo, Irã bloqueia dezenas de milhares de websites sob alegação de que são criminosos ou imorais. Bloqueio ao serviço de e-mail do Google gerou protestos até no Parlamento.

Autoridades iranianas liberaram nesta segunda-feira (01/10) o acesso ao Gmail, após uma semana de bloqueio ao serviço de e-mail do Google. "O conselho responsável por filtragem na internet comunicou sua ordem ao Ministério das Comunicações para que suspenda o bloqueio", disse Mohammad Reza Aghamiri, membro do comitê, à agência de notícias Mehr.

Iranianos contatados online pela agência de notícias Reuters disseram ter tido o acesso ao Gmail restabelecido desde a noite deste domingo. As autoridades haviam anunciado no dia 23 de setembro que o acesso ao Gmail estava bloqueado no Irã "até nova ordem", sem dar mais detalhes.

Agências de notícias iranianas disseram que o bloqueio estava relacionado à exibição do filme A Inocência dos Muçulmanos, considerado ofensivo ao profeta Maomé, através do portal de vídeos do Google, o YouTube.

O Irã mantém o YouTube bloqueado há muito tempo, mas os usuários parecem ter encontrado uma forma de acessar o website. Muitos iranianos contornam os bloqueios estatais com um software de Rede Privada Virtual (VPN, na sigla em inglês), que faz com que o computador pareça estar em outro país.

Efeito colateral

Apesar de o bloqueio ao Gmail ter sido anunciado oficialmente, Aghamiri disse na semana passada que a barreira para acessar a página teria sido uma consequência indesejada da tentativa de reforçar o bloqueio ao Youtube.

"Nós queríamos impedir o acesso ao YouTube, e o Gmail foi barrado também, mas isso não foi de propósito", disse ele à Mehr.

Intencional ou não, o bloqueio ao Gmail gerou protestos até entre as autoridades do país. O deputado Hossein Garousi ameaçou convocar o ministro das Telecomunicações, Reza Taqipour, para depor no Parlamento caso o website não fosse desbloqueado.

Muitas das restrições impostas à internet no Irã remontam ao uso de páginas como YouTube e Facebook para convocar manifestações em massa contra o governo após a reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad, em 2009.

FF/rtr/ap
Revisão: Luisa Frey