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Mundo

Irã lança primeira página de namoro do país

Site oficial de relacionamento é parte de um esforço de Teerã para quase duplicar a população e conter a queda dos casamentos. Nos perfis, mulheres têm de informar qual tipo de vestimenta islâmica elas preferem.

A página hamsan.tebyan.net – ou "encontre seu semelhante" – foi testada por um ano antes de ser oficialmente lançada pelo governo iraniano, nesta segunda-feira (15/06).

O site foi criado para combater a fadiga de casamentos entre os jovens iranianos, que se sentem prejudicados devido a fatores econômicos e por uma sociedade conservadores com estritas convenções sociais. O objetivo é facilitar 100 mil casamentos ao longo dos próximos 12 meses.

O governo tem enfatizado que não se trata de um site de namoro – que são proibidos no Irã – mas que a página operará usando uma rede de casamenteiros, clérigos e profissionais com boa reputação, como médicos e professores, para tentar unir pessoas.

"Enfrentamos uma crise familiar no Irã", disse o vice-ministro de Esporte e Juventude, Mahmoud Golzari, durante a inauguração do hamsan.tebyan.net, em Teerã. "Temos grande procura por casamentos e 11 milhões de solteiros, número que está aumentando a cada dia", acrescentou.

Além de informar os hobbies e o nível de escolaridade, aqueles que procuram pelo par perfeito precisam mencionar qual religião seguem. E as mulheres têm de escrever qual tipo de vestimenta islâmica elas preferem.

Caso uma potencial combinação seja encontrada, serão realizadas reuniões de famílias e testes psicológicos para tentar garantir que as duas pessoas escolhidas sejam compatíveis.

A página faz parte de um plano iniciado pelo líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, para impulsionar a população do Irã de 80 milhões para quase 150 milhões de habitantes em 2050. No ano passado, ele encorajou o governo a pensar em maneiras de melhorar a taxa de natalidade.

Desde então, o governo reverteu alguma políticas para controlar o crescimento populacional, ao cancelar subsídios para preservativos e pílulas anticoncepcionais, além de eliminar vasectomias gratuitas.

Os iranianos estão cada vez mais adiando o casamento, sendo que a idade média nacional para selar o matrimônio está em 28,1 para os homens e 23,4 para as mulheres. Em Teerã é mais elevada, com 30,6 e 26,7 anos, respectivamente.

Apesar da proibição de sites de namoro, aproximadamente 350 plataformas ilegais operam no Irã. Milhões de jovens adultos também usam o Facebook e outras redes sociais, que também não são permitidas, para marcarem encontros.

PV/ap/afp

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