Irã confirma teste com míssil balístico | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 01.02.2017
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Mundo

Irã confirma teste com míssil balístico

Ministro da Defesa diz que lançamento não fere acordo nuclear ou resolução da ONU e que país não vai permitir "ingerência estrangeira". Suspeita sobre teste no fim de semana deixou comunidade internacional em alerta.

Míssil usado em teste iraniano em março de 2016

Míssil usado em teste iraniano em março de 2016

O ministro da Defesa do Irã, Hossein Dehqan, confirmou nesta quarta-feira (01/02) que o país realizou um lançamento de míssil balístico no último fim de semana.

Rumores de que o teste teria ocorrido deixaram a comunidade internacional em alerta. Israel e União Europeia (UE) criticaram a manobra, e o Conselho de Segurança da ONU encaminhou, nesta terça-feira, a questão a seu comitê sobre o Irã, pedindo a abertura de uma investigação.

"O recente teste está em linha com nossos planos e não permitiremos a ingerência estrangeira em nossos assuntos de defesa", disse Dehqan.

Na terça-feira, o ministro do Exterior do Irã, Mohammad Javad Zarif, se negou a confirmar o teste, mas reforçou que a "questão dos mísseis não é parte do acordo nuclear" firmado com grandes potências em 2015. "O Irã nunca vai usar mísseis produzidos no Irã para atacar qualquer outro país", afirmou.

Testes

Segundo um oficial americano, o Irã lançou o míssil balístico no domingo. O dispositivo explodiu depois de percorrer cerca de mil quilômetros.

Desde que o acordo nuclear foi assinado, o Irã realizou vários testes balísticos. O mais recente foi o primeiro durante o governo do novo presidente americano, Donald Trump. Na campanha eleitoral, Trump disse que iria interromper o programa de mísseis iraniano.

A resolução 2231 do Conselho de Segurança das Nações Unidas proíbe o Irã de fazer testes com mísseis de capacidade nuclear, mas o governo iraniano argumenta que os mísseis utilizados pelo país não têm essa característica. "O teste não violou o acordo nuclear ou a resolução 2231", afirmou Dehqan.

Nesta terça-feira, a embaixadora americana na ONU, Nikki Haley, afirmou que o mundo deveria ficar "alarmado" após o recente teste do Irã. Ela disse que o governo em Teerã deve "ser ingênuo" ao pensar que os EUA e outros aceitarão o argumento de que não há a intenção de atacar outros países. Ela afirmou que o míssil disparado no último domingo tem capacidade nuclear.

KG/efe/rtr/ap

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