1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Economia

Investimentos estrangeiros aumentaram no país em 2002

A conjuntura não é das melhores, mas a Alemanha continua atraindo investimentos estrangeiros. Relatório apresentado em Berlim faz balanço positivo e apresenta perspectivas para os investimentos diretos na Alemanha.

default

Kopper: made in Germany continua referência de qualidade

O capital estrangeiro é majoritário em mais de 22 mil sociedades anônimas na Alemanha, propiciando dois milhões de empregos e um faturamento de 500 bilhões de euros. Se nos últimos anos os investimentos diretos do exterior aumentaram continuamente, as perspectivas não são boas para 2003. No ano passado, nem mesmo os graves problemas da conjuntura mundial tornaram o mercado alemão menos atraente.

Pelo contrário, as empresas estrangeiras investiram acima da média no país em 2002. Se em 2001 ainda foram 36 bilhões de euros, no ano passado o montante chegou a 40 bilhões. Para o ano corrente, o encarregado do governo para investimentos estrangeiros diretos na Alemanha prevê um claro recuo: "Ficaria contente se chegasse a 20 bilhões de euros", salienta Hilmar Kopper.

Ao apresentar sua análise, nesta quinta-feira (6), em Berlim, o ex-presidente do Deutsche Bank destacou que no ano passado a Alemanha continuou colhendo os frutos dos bons tempos passados. Ele lembrou que os grandes investimentos precisam de alguns anos para se tornarem rentáveis e assim se refletirem na conjuntura.

Crise do Iraque – Referindo-se à atual crise no relacionamento entre Estados Unidos e Alemanha devido às posições divergentes sobre uma operação militar no Iraque, Kopper assegurou não ter indícios de que isso esteja retraindo investimentos.

"A realidade é que a concorrência está cada vez mais acirrada na busca por investimentos estrangeiros. Mas, numa comparação em nível europeu, o made in Germany continua sendo referência de qualidade para os investidores asiáticos, principalmente chineses", explica o ex-presidente do Deutsche Bank, que cita para isso três motivos.

Em primeiro lugar, Kopper ressalta que a Alemanha é responsável por 25% do Produto Interno Bruto (PIB) da União Européia. "Trata-se de um mercado com 82 milhões de pessoas com uma alta renda per capita", justifica.

Localização e qualificação – A localização do país no continente e sua condição de "porta para o Leste" é outro fator que atrai investidores, segundo o encarregado do governo alemão para investimentos estrangeiros. Em terceiro, ele destaca a qualificação dos alemães. "A mão-de-obra tem uma excelente qualificação profissional e isso garante a qualidade dos produtos feitos na Alemanha", assinala.

Preferindo não criticar as altas taxas de impostos e a falta de flexibilidade da legislação trabalhista, ele prioriza a rápida implementação das reformas político-econômicas para a atração de mais investidores à Alemanha. Mas o que mais preocupa potenciais investidores estrangeiros na Alemanha, segundo ele, é a possibilidade de serem cortadas as concessões fiscais sobre transportes de perdas. "Seria fatal se as novas empresas não pudessem amortizar os prejuízos dos primeiros anos nos impostos dos anos seguintes", adverte Hilmar Kopper.

Leia mais