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Mundo

Investigações no caso Litvinenko estendem-se à Alemanha

Criada comissão especial para investigar contaminações em Hamburgo, onde mora contato do ex-espião russo, que também está doente. Avião em Colônia liberado após exames provarem que não está contaminado.

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Policiais vigiam prédio onde foram encontrados vestígios de radioatividade em Hamburgo

As investigações sobre a morte do ex-espião russo Alexander Litvinenko atingiram Hamburgo, no norte da Alemanha. Em dois locais examinados por uma equipe especial da polícia e do Departamento Federal de Investigações foram encontrados vestígios de radioatividade.

Um deles é o prédio onde reside o ex-espião e atualmente empresário Dimitri Kovtun, de 41 anos, que havia se encontrado em Londres com Litvinenko. Ele se encontrou com Litvinenko em Londres no dia 1º de novembro. A polícia acredita que tenha sido este o dia da contaminação com polônio 210, que três semanas mais tarde levaria à morte do ex-agente russo.

Fall Litwinenko, die Spur führt nach Hamburg

Polícia isolou o local

Segundo a agência de notícias russa Interfax, Kovtun está em estado grave num hospital em Moscou. No apartamento de Kovtun não foram encontrados sinais de radioatividade, mas no de sua ex-esposa, uma alemã com dupla nacionalidade. A mulher foi ouvida pela polícia e submetida a exames médicos.

As investigações prosseguiram neste sábado (9/12), para identificar se a fonte radioativa teria sido polônio 210, que causou a morte de Litvinenko. Uma propriedade da ex-sogra de Kovtun foi evacuada após serem detectados indícios de radioatividade. A polícia alemã e o Departamento Federal de Investigações criaram uma comissão especial, chamada Terceiro Homem. Também a britânica Scotland Yard participa das investigações em Hamburgo.

Avião liberado em Colônia

Enquanto isso, em Colônia, foi liberado o avião do tipo Airbus A319 da empresa Germanwings, no qual Kovtun havia viajado a Londres. Tanto a polícia hamburguesa como a empresa aérea comunicaram que a aeronave foi liberada após várias horas de exames, pois não foi constatada nenhuma contaminação radioativa. Também foram encontrados vestígios de polônio 210 nos três hotéis londrinos em que se hospedou Andrei Lugovoi, também ex-espião russo e principal testemunha do caso Litvinenko. Segundo a edição deste sábado do jornal britânico Times, pouco antes de morrer Litvinenko teria descoberto planos do serviço secreto russo FSB para extorquir vários milhões de libras de russos ricos exilados que moram em Londres e outras cidades ocidentais. A maioria destas pessoas teria trabalhado para a empresa petrolífera russa Yukos. Os responsáveis pela contaminação de Litvinenko também teriam se contaminado. A informação foi publicada pelo jornal londrino The Guardian, baseado em dados do FBI. A forma como a substância radioativa foi manuseada leva a concluir que os autores do atentado contra Litvinenko não foram instruídos corretamente, teriam revelado fontes do FBI.

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