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Economia

Inverno ameno afeta paisagem e economia da Alemanha

Temperaturas altas para o período mudam comportamento de flora e fauna. Aves deixam de emigrar. Tempo bom alavanca construção civil, contribui para amortecer aumento sazonal do desemprego, mas prejudica resorts de esqui.

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O chapim-azul é uma das espécies que permanecem no país

Enquanto os Estados Unidos enfrentam um frio intenso, de temperaturas que passam dos 30 graus negativos, na Alemanha, o inverno até agora se recusa a chegar, provocando reflexos na economia e no meio ambiente.

O mercado de trabalho comemora um aumento do desemprego menor do que verificado normalmente nos meses mais frios do ano; fauna e flora parecem estar vivendo em plena primavera: plantas florescem, aves desistem de emigrar para regiões mais quentes.

A primeira semana do ano na Alemanha foi cinco graus mais quente do que a média normal para o período. "Isso é muito", ressalta o meteorologista Marcus Beyer, do Serviço Meteorológico Alemão (DWD). Para esta quinta-feira (08/01) os termômetros poderão marcar até 17 graus em algumas regiões ao longo do rio Reno.

Aumento do desemprego menor

Em dezembro, a Alemanha registrou um aumento do desemprego de apenas 0,2% em relação a novembro, uma elevação sazonal do desemprego bem abaixo da registrada no mesmo período nos anos anteriores.

Entre os principais responsáveis por demissões durante o inverno estão áreas como gastronomia e construção civil. O bom tempo, entretanto, tem permitido que empresas desses setores dispensem menos trabalhadores que normalmente.

As empreiteiras, que até agora não precisam paralisar suas obras por causa de neve ou frio intenso, lucram com isso. E preveem um crescimento no faturamento entre 3% e 4% para 2014.

Symbolbild Arbeitslosenzahlen 2012 Bauarbeiter

Indústria da construção comemora tempo bom

Aves deixam de emigrar

Pássaros também sentem os efeitos dessa "primavera fora de hora". Muitas espécies de aves estão mudando seu comportamento típico. "Neste ano, as aves já começaram a cantar em torno do Natal. Agora, parecem estar mais ativas do que o habitual", diz Lars Lachmann da entidade ambientalista alemã Nabu.

A organização também constatou que neste ano há menos aves nos jardins, porque elas ainda encontram comida suficiente nos bosques e campos. "Um frio repentino não seria problema algum", sublinha. "Então, os pássaros voam mais para o sul ou vão para as cidades em busca de comida".

Mas quem sofre de alergia a pólen, a chamada febre do feno, tem razão para se preocupar O inverno ameno desencadeou uma revoada precoce do pólen de algumas espécies de plantas em determinadas regiões do país, um fenômeno geralmente verificado no início da primavera.

Estações de esqui alemãs também estão tendo prejuízo. Sem neve nas pistas, muitos turistas estão arrumando as malas e retornando para casa. Para tentar atrair clientela, comerciantes tentam puxar pela imaginação. "Em vez de quentão, teríamos que servir caipirinha", brinca Gerhard Müller, administrador do resort de esqui Skiarena Silbersattel, na Floresta da Turingia. "Para que pelo menos nossos clientes consigam ter um pouco de gelo."

MD/afp/rtr/dpa

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