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Economia

Internet não tem culpa da crise das gravadoras

As bolsas de troca de músicas na rede não são responsáveis pela queda de vendas da indústria fonográfica.

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Napster, bolsa de troca de música extinta pelas gravadoras

Ao lado da pirataria, os programas de trocas de música e arquivos como o da extinta Napster são considerados pela indústria fonográfica como os principais responsáveis pela queda de 15% do faturamento nos últimos dois anos.

Para se ter uma idéia em números absolutos: em 2001, as gravadoras faturaram no mundo inteiro US$ 33,7 bilhões, ao invés dos US$ 35,5 bilhões do ano anterior. Os álbuns de CDs venderam menos 5%, os singles menos 16% e os cassetes menos 10%.

No mercado alemão, segundo a sessão alemã da IFPI (International Federation of the Phonographic Industry), o faturamento caiu 10%, de € 3,2 bilhões (2000) para € 2,49 bilhões (2001).

Outros fatores - Não há dúvida que os tempos estão difíceis para a indústria fonográfica, afirmou Josh Bernoff, analista da Forrester. Mas o motivo da crise não é a distribuição de música na internet.

De acordo com a pesquisa da Forrester, realizada entre mil internautas dos Estados Unidos, não há nenhum indício de que os consumidores de música digital passaram a comprar menos CDs. A crise deve ser creditada muito mais à recessão econômica, bem como à concorrência dos videogames e DVDs.

As gravadoras deveriam reconhecer que há formas mais simples de satisfazer os consumidores de música digital. A receita para sair da crise, segundo os analistas, é à primeira vista a mais banal possível: as gravadoras deveriam facilitar a vida dos internautas.

Elas deveriam distribuir em larga escala suas músicas na internet e não apenas os títulos de dois ou três selos, como é o caso dos canais de distribuição lançados a partir de 2002 por algumas gravadoras.

Além disso, os consumidores desejam ter o controle da música que estão adquirindo online, ou seja, eles querem ter o direito de gravar os títulos em CDs ou transferi-los para players portáteis.

Novos critérios - Os analistas consideram esses critérios tão importantes, que passaram a chamá-los de "Direitos Fundamentais da Música" ( Music Bill of Rights). Se não forem levados em consideração, as gravadoras não conseguirão ganhar dinheiro com a distribuição de música por internet, dizem os analistas.

A partir de 2005, segundo as estimativas, a venda de música online se tornará um verdadeiro fator econômico, caso os títulos oferecidos não estejam sujeitos às rígidas normas de direito autoral ( Digital Right Management) e sejam criadas possibilidades para se encontrar facilmente qualquer título de qualquer selo.

Novas tendências - Os novos comportamentos dos consumidores, o aproveitamento das novas mídias e as novas tendências da juventude são temas do estudo "Timescout" discutido na Popkomm, a feira internacional de música pop de Colônia (15 a 17 de agosto).

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