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Alemanha

Internet é a principal arma dos pedófilos

Congresso sobre exploração sexual no Japão mostra a necessidade de um controle mais rígido da veiculação de pornografia infantil na Internet.

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Logotipo do Congresso encerrado em Yokohama

O trânsito e os vendedores de drogas já não são as únicas preocupações das famílias em todo o mundo. A internet é o novo mal que pode atingir qualquer criança. A pedofilia na rede foi o principal tema do segundo Congresso Mundial contra a Exploração Sexual de Crianças, encerrado nesta quinta-feira em Yokohama no Japão.

Vários depoimentos ouvidos no congresso mostraram que é cada vez mais comum crianças serem usadas por pedófilos em salas de bate-papo. Os criminosos não apenas espalham suas fotos pela internet, como também usam os sites de conversa para atrair as pequenas vítimas.

De acordo com John Carr, especialista em informática da ONG Ecpat, que combate o turismo sexual infantil na Ásia, a Internet é hoje o principal campo de atuação dos pedófilos em todo o mundo. Das 41 mil fotos de exploração sexual de crianças apreendidas pela Interpol em 99, apenas três não haviam sido veiculadas na internet.

Legislação – A Ecpat critica a falta de uma legislação mais rigída no controle do que é publicado na internet e afirmou que apenas 20 países dispõem de instrumentos técnicos e legais eficazes para combater este tipo de crime.

John Carr usou o Japão como um exemplo positivo no combate à pedofilia pela rede mundial de computadores. Após mudanças na legislação do país, os criminosos foram obrigados a se mudar para Taiwan, China e Coréia. Os países onde os pedófilos mais atuam são, nesta ordem, Estados Unidos, Rússia, China e Chipre.

A diretora executiva do Unicef, Carol Bellamy, afirmou que a preocupação com a liberdade de expressão na internet deve ficar em segundo plano quando se trata de pornografia infantil.

Unir esforços – A rainha Sílvia, presidente de honra do primeiro congresso, realizado há cinco anos em Estocolmo, também esteve em Yokohama. Assim como outros delegados, ela defendeu a criação de uma organização internacional para combater a exploração sexual de crianças na rede mundial de computadores. Segundo ela, mais de cem novos sites de pornografia infantil são abertos a cada dia.

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