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Mundo

Inteligência dos EUA obtém dados sobre a estrutura do "Estado Islâmico"

Dados obtidos em incursão à casa de um dos líderes do grupo terrorista "Estado Islâmico" e revelados pelo jornal "The New York Times" fornecem detalhes sobre o financiamento e a comunicação da organização jihadista.

Uma reportagem do jornal americano The New York Times revelou nesta terça-feira (09/06) que os serviços de inteligência dos Estados Unidos obtiveram informações valiosas sobre a estrutura da liderança do grupo terrorista "Estado Islâmico" (EI).

Durante uma operação realizada por forças especiais em 16 de maio, foram capturados computadores, telefones celulares e outros equipamentos. Os dados, que somam entre quatro e sete terabytes, expuseram a forma como o líder do EI, Abu Bakr al-Baghdadi, opera e tenta evitar o rastreamento por parte das forças da coalizão internacional.

Segundo a reportagem, Baghdadi se reúne periodicamente com os líderes regionais do grupo na sede do EI em Raqqa, na Síria. Por motivos de segurança, motoristas especialmente designados buscam os emires em suas residências e recolhem seus telefones celulares e outros equipamentos eletrônicos para evitar que sua localização seja rastreada pelas forças americanas.

As esposas dos principais líderes das organizações, inclusive as de Baghdadi, desempenham um papel mais importante do que se imaginava, repassando informações umas às outras e então a seus maridos, na tentativa de evitar o uso a interceptação de equipamentos eletrônicos.

As autoridades americanas afirmam que a análise de material recolhido na operação, que resultou na morte de um líder do EI no leste da Síria, possibilitou saber mais sobre as operações financeiras e medidas de segurança tomadas pelo grupo jihadista. As informações também teriam ajudado a identificar, localizar e atacar um dos líderes do EI na Síria no dia 31 do mesmo mês.

Petróleo financia operações

O ataque foi feito à residência de Abu Sayyaf, considerado pelos americanos o principal responsável pela administração financeira do EI. Um informante infiltrado na organização teve papel crucial no rastreamento do líder, que estaria envolvido nos sequestros promovidos pelos jihadistas, além de ajudar nas operações financeiras de petróleo e gás, de onde vêm os fundos que sustentam as atividades do grupo.

De acordo com o NYT, o material recolhido pelos americanos também relevou novos detalhes sobre como os extremistas usam o dinheiro da produção de petróleo. Cerca de metade da renda obtida é destinada ao orçamento geral das operações, enquanto o restante é dividido entre a manutenção das instalações petrolíferas e o pagamento dos salários dos trabalhadores.

RC/dpa/ots

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