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Mundo

Integração européia já passou por várias crises

Turbulência causada pelo "não" dos franceses e holandeses à Constituição européia não é primeira que o processo de integração do bloco enfrentou desde 1954. Também não é a primeira crise desencadeada pela França.

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Franceses já disseram 'não' mais de uma vez

Atribui-se ao ideólogo francês Jean Monet, um dos maiores defensores da integração européia, a afirmação de que o processo de unificação se realiza em meio a crises e que a Europa é a soma das soluções de todas elas. Dentro desta perspectiva otimista, o "não" dos franceses e holandeses à Constituição européia é uma dessas crises que, uma vez solucionada, pode ser uma chance para mais integração. Confira algumas das crises já superadas pela UE.

30 de agosto de 1954 – A Assembléia Nacional francesa nega-se a ratificar o tratado de criação da Comunidade Européia de Defesa (CED), assinado em maio de 1952. Somente 40 anos depois seriam retomados os esforços para uma política européia de segurança e defesa.

14 de janeiro de 1963 – O presidente francês Charles de Gaulle (1890–1970) impede por veto o ingresso do Reino Unido na então Comunidade Européia, o que só veio a acontecer dez anos mais tarde.

1º de julho de 1965 – A França rompe negociações com os outros países-membros, depois de uma disputa pelo financiamento da Política Agrícola Comum (PAC) e, durante sete meses, não ocupa seus cargos europeus.

Margaret Thatcher

Thatcher arrancou um polêmico 'desconto' para os britânicos

30 de novembro de 1979 – A primeira-ministra britânica Margaret Thatcher insiste durante uma reunião de cúpula em Dublin em obter um desconto na contribuição britânica ao orçamento europeu. Em 1984, os britânicos conseguem o "desconto", para desgosto de outros países-membros, que até hoje questionam esse privilégio do Reino Unido.

2 de junho de 1992 – O Tratado de Maastricht sobre a união monetária é rejeitado em referendo por 50,7% dos dinamarqueses. Após obterem várias concessões, eles aprovam um texto modificado por 57% dos votos em 1993.

16 de março de 1999 – A Comissão Européia, presidida pelo luxemburguês Jacques Santer, renuncia coletivamente, diante de graves denúncias de fraude.

Dezembro de 2000 – Divergências profundas marcam a reunião dos 15 países da UE em Nice (França), onde estava em pauta o funcionamento das instituições européias após a ampliação para 25 membros em 1º de maio de 2004.

8 de junho de 2001 – Os irlandeses rejeitam por 54% dos votos o Tratado de Nice num plebiscito. No dia 19 de outubro de 2002, 62% deles aprovam o texto.

Protestdemonstration gegen den Irak-Krieg in Heidelberg

Guerra no Iraque dividiu governos e uniu pacifistas na Europa

Início de 2003 – A crise do Iraque divide a Europa. Enquanto Alemanha e França são contra a intervenção militar americana, Reino Unido, Espanha, Itália, Portugal, Dinamarca, Polônia, República Tcheca e Hungria apóiam os EUA.

13 de dezembro de 2003 – Os 25 países da futura UE ampliada não conseguem chegar a um acordo em Bruxelas para dotar a Europa de sua primeira Constituição, depois de uma disputa sobre o sistema de voto a ser aplicado. O atual processo de ratificação é a continuação desse filme.

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