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Alemanha

Institutos prognosticam a derrota eleitoral de Schröder

As chances de reeleição do chanceler Gerhard Schröder, no pleito de 22 de setembro próximo, são consideradas cada vez menores pelos institutos de pesquisa da opinião pública.

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Gerhard Schröder (dir.) e Joschka Fischer (Partido Verde): coalizão ameaçada de derrota

Na mais recente enquete do conceituado instituto Emnid, os eleitores alemães atribuíram ao líder conservador Edmund Stoiber, pela primeira vez, mais competência para os resolver os problemas do país, que ao atual chefe de governo, o social-democrata Gerhard Schröder. Mas o Partido Social Democrático (SPD) dispõe de consideráveis reservas eleitorais, que ainda não puderam ser mobilizadas, ressalta a pesquisa do Emnid.

Contudo, o diretor do instituto, Klaus-Peter Schöppner, afirma não ver nenhuma perspectiva real de uma reviravolta em prol dos partidos do governo. Entre o eleitorado, aumenta a cada dia o número daqueles que consideram o gabinete de Schröder incompetente para a solução dos problemas, diz Schöppner.

Mercado de trabalho é decisivo

Também para Elisabeth Noelle-Neumann, a mais conhecida analista da opinião pública alemã e diretora do Instituto de Demografia de Allensbach, o resultado das eleições de setembro já está praticamente determinado. Ela afirma haver uma forte tendência de mudança no eleitorado, de Schröder para Stoiber. Segundo Noelle-Neumann, a questão decisiva para vitória ou derrota "foi, é e continuará sendo a situação do mercado de trabalho".

O institituto Forsa é praticamente o único entre os grandes institutos alemães, que vê ainda alguma esperança para o SPD. Mas seu diretor Manfred Güllner admite que a situação se torna mais crítica para os social-democratas a cada dia. O que ainda poderia salvar o governo, diz ele, são os eleitores indecisos: cerca de 30% do eleitorado afirma não ter escolhido seu candidato até agora. A maioria desses eleitores, de acordo com o levantamento do Forsa, votou anteriormente no SPD.

Nervosismo entre social-democratas

Na central de campanha eleitoral do SPD, nota-se um nervosismo crescente nas últimas semanas. Correm rumores de que inúmeros próceres do partido já começaram a responsabilizar-se mutuamente, a portas fechadas, pelo provável fracasso eleitoral de Gerhard Schröder.

Pelo menos uma desavença aberta foi divulgada pela imprensa alemã. Wolfgang Clement, governador de Renânia do Norte-Vestfália, o Estado mais populoso da Alemanha, reagiu com grande agressividade às críticas feitas por Matthias Machnig, administrador da campanha eleitoral do SPD. Segundo o governador, Machnig estaria buscando desde já um bode expiatório, ao qual possa atribuir a culpa do possível fiasco eleitoral.