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Mundo

Inspetores felizes, Kaiser furioso

Inspetores da FIFA estão na Alemanha conferindo os estádios onde serão realizados os jogos do próximo mundial. O grupo está satisfeito. Ao contrário de Franz Beckenbauer.

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Franz Beckenbauer (dir), com o presidente da Fifa, Joseph Blatter, e Gerhard Mayer-Vorfelder, presidente da DFB

Impressionados, esta seria a palavra ideal para definir a reação dos oito inspetores da FIFA que estão fazendo um controle dos 12 estádios onde serão realizados os jogos do Campeonato Mundial de Futebol em 2006. "O estádio ficará fantástico", elogiou Markus Siegler, diretor de Comunicação da FIFA, após a inspeção de quatro horas realizada no estádio de Frankfurt.

O grupo, que conclui a inspeção no próximo dia 12 de maio, observa aspectos importantes dos estádios, como o gramado, as dependências, o setor reservado à imprensa, a segurança e o marketing. Todos, sem exceção, estão entusiasmados com a organização e o bom andamento das reformas e do planejamento.

Satisfação x indignação

Se a FIFA não tem qualquer motivo para queixas, o mesmo não se pode dizer do Kaiser Franz Beckenbauer, presidente do Comitê Organizador da Copa de 2006. Ele anda tão indignado que chegou ao ponto de ameaçar com a renúncia do cargo.

O aumento do valor dos ingressos e a proposta de ampliação das atuais 32 para 36 equipes na disputa da Copa do Mundo são os motivos que causam a fúria do Kaiser. "No momento estão ocorrendo coisas que não nos agradam em nada", esbravejou. Em entrevista para uma emissora de TV alemã, ele classificou como "exploração" o aumento do preço das entradas. Categórico, Beckenbauer frisou ainda que não está disposto a aceitar imposições da FIFA. "Tenho que dizer: com a gente não!"

Seleções demais

Quanto à provável ampliação do número de seleções participantes, das atuais 32 para 36, Beckenbauer é contra, embora entenda o interesse dos times sul-americanos, que fizeram a proposta, em querer ter maior representativade na Copa do Mundo.

"Eles foram espertos o suficiente para oferecer duas vagas aos europeus. Mas não pensaram no cronograma de jogos, que vai virar uma bagunça". Para o Kaiser, antes de mais nada seria preciso viabilizar a participação de mais seleções no esquema de jogos, o que ainda não existe e ele duvida que tal problema venha a ser resolvido de maneira satisfatória.

Aliados de peso

O presidente da Federação Alemã de Futebol (DFB), Gerhard Mayer-Vorfelder, também membro do Comitê Executivo da FIFA, concorda com as ponderações de Beckenbauer. "Pessoalmente também sou contra o aumento de 32 para 36 seleções participantes". Ele reconhece, entretanto, que a idéia agrada boa parte da diretoria da FIFA. O presidente da entidade, Joseph Blatter, revelou que considera 36 equipes um número aceitável para a realização de um campeonato mundial, deixando claro que a FIFA é favorável à mudança.

Karl-Heinz Rummenigge, presidente do Bayern de Munique, que integra o G 14, associação que reúne os 14 clubes mais importantes da Europa, classificou o aumento de "contraproducente". Para ele, quanto maior o número de seleções participantes maior a chance de as equipes européias ficarem desfalcadas, já que muitos jogadores estrangeiros precisam ser liberados para treinar e defender a camisa de suas pátrias.

Se o aumento de equipes for aprovado e vigorar a partir do próximo mundial, será necessário fazer uma mudança total que se adapte às novas regras. Wolfgang Niersbach, vice-presidente do comitê organizador alemão, estima que pelo menos mais um estádio precisará ser integrado à lista de locais para a realização dos jogos.

O acréscimo de mais quatro equipes ainda está sendo estudado pela FIFA, que deve anunciar uma decisão antes do final de junho. Até lá, o assunto promete causar ainda muita polêmica no meio futebolístico.

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