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Mundo

Iniciativa One Billion Rising combate a violência contra as mulheres

A campanha One Billion Rising chamou a atenção em todo o mundo para os direitos femininos, com eventos envolvendo música e dança. Sua meta: fazer tremer a Terra no V-Day, o dia do combate à violência contra as mulheres.

Em Bonn, no Oeste da Alemanha, algumas centenas de mulheres e alguns homens se reuniram nesta quinta-feira (14/02), Dia dos Namorados no país, para incentivar as mulheres de todo o mundo a se livrarem das amarras que as oprimem. Os manifestantes dançaram no espaço público ao som da canção Break the chain. A principal meta da campanha intitulada One Billion Rising é apoiar as mulheres em situações de dificuldade.

Não mais ignorar

Eve Ensler One Billion Rising Aktion gegen Gewalt gegen Frauen

Eve Ensler, mentora da campanha One Billion Rising e autora de "Monólogos da vagina"

"Trata-se de ajudar as mulheres que não conseguem se opor à violência sozinhas, e de dar um sinal nesse sentido", explica Rosemarie Moizisch, da localidade de Sinzig. Ela acredita que "no final das contas, não há felicidade enquanto tantos forem infelizes – não a felicidade verdadeira".

Decerto há também violência contra homens, ou situações em que mulheres exercem poder, utilizam as crianças como instrumento de pressão, e coisas semelhantes. "Mas hoje o assunto são as mulheres, ponto final", diz Moizisch.

Vera Pietschmann, também de Sinzig, diz esperar que a ação fortaleça a solidariedade entre as mulheres, "de forma a prestarem mais atenção umas às outras, no dia-a-dia, e a não ignorar, mas se empenhar por aquelas que não têm como se defender".

Um terço já foi vítima de violência

O nome da campanha – "Um bilhão se erguendo" – remete ao número de mulheres que, segundo estimativas da Anistia Internacional, são vítimas de violência no mundo. Ou seja, um terço de todas as mulheres. A violência se dá de diversas formas: assédio sexual, estupro, mutilação, espancamento, mas também por pressão psíquica.

One Billion Rising Aktion gegen Gewalt gegen Frauen

Índia: importante centro dos protestos do V-Day

A iniciativa One Billion Rising se vê como uma revolução, uma "greve global" e um "ato de solidariedade mundial". Sua mentora é a escritora norte-americana Eve Ensler, autora da peça teatral Monólogos da vagina. Foi ela quem lançou o "V-Day" 15 anos atrás, como movimento de combate à violência contra as mulheres.

Em artigo para o diário britânico The Guardian, Ensler registra que houve conquistas desde o primeiro V-Day. No entanto, ainda não foi possível dar fim à violência contra as mulheres; portanto são necessários maiores esforços.

A convocação para o evento One Billion Rising começou há cerca de um ano. Desde então foram cometidas violências atrozes contra mulheres: estupros filmados com celulares, ou o atentado contra Malala Yousafzai, que lutava por uma melhor escolaridade para as meninas afegãs. A morte de uma jovem estudante na Índia, depois de ter sido estuprada por diversos homens, desencadeou um debate internacional sobre a violência sexual.

Eve Ensler acredita que a indignação em torno desses casos possa colocar algo em movimento, da mesma forma que a dança no "V-Day". Esta deve expressar indignação e alegria, além de servir como apelo por mais liberdade, segurança e valorização das mulheres.

V-Tag Gewalt gegen Frauen in Kongo

Dança no Congo para combater violência contra mulheres

Violência não é exclusividade do Terceiro Mundo

Uma pesquisa realizada pelo Ministério alemão da Família mostrou há alguns anos que a violência contra a mulher não é apenas problema dos países em desenvolvimento. Segundo o estudo, espancamentos, violência sexual e pressão psíquica acontecem principalmente no âmbito de relacionamentos: 58% das mais de 10 mil entrevistadas já sofrera assédio sexual, quase um terço já fora vítima de violência física, mais de 12% já sofrera violência sexual.

A meta de One Billion Rising era fazer tremer a Terra. Segundo os organizadores da campanha, milhares foram às ruas na República Democrática do Congo, e nas Filipinas dançou-se 24 horas sem parar. Na Índia, estudantes organizaram uma vigília à luz de velas.

Em sua grande maioria, os participantes eram do sexo feminino – embora a campanha também se direcionasse aos homens. Pelo menos em Bonn, eles eram antes espectadores do que participantes.

Autoria: Jennifer Fraczek (sv)
Revisão: Augusto Valente