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Economia

Iniciativa alemã contra sonegação repercute em toda a Europa

Escândalo da sonegação fiscal envolvendo cidadãos alemães que aplicaram em Liechtenstein promete se alastrar pela Europa, após Berlim anunciar que fornecerá informações sobre cidadãos de outros países envolvidos no caso.

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Procurador público de Bochum, Hans-Ulrich Krück, faz primeiro balanço sobre caso de Liechtenstein

A Procuradoria Pública de Bochum informou, nesta terça-feira (26/02), que constatou, até agora, o desvio de mais de 200 milhões de euros por parte de cidadãos alemães para Liechtenstein, como forma de escapar do fisco.

Em 120 casos de buscas envolvendo 150 pessoas, informou a Procuradoria, declaram-se culpados 91 suspeitos – 72 apresentaram autodenúncia. O fisco alemão já conseguiu recuperar cerca de 30 milhões de euros, pagos pelos que confessaram a culpa.

Na segunda-feira passada, o governo alemão anunciou que fornecerá informações sobre cidadãos de outros países envolvidos na evasão fiscal. O escândalo promete, agora, se espalhar pela Europa.

Nesta terça-feira, o príncipe Albert 2° de Mônaco chegou a Berlim para discutir o assunto com a chanceler federal Angela Merkel. Segundo o governo alemão, Liechtenstein, Andorra e Mônaco falham no cumprimento de padrões fiscais estabelecidos pela Organização para Cooperação Econômica e Desenvolvimento (OECD).

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Alemanha não cobrará por informações sobre contas

"Nós responderemos a requisições neste sentido", declarou o porta-voz do Ministério alemão das Finanças, Thorsten Albig, acrescentando que a Alemanha não cobrará por este serviço. Presume-se que o Serviço Federal de Informações (BND) alemão pagou 4,2 milhões de euros a um ex-funcionário do grupo bancário LGT, de Liechtenstein, por lista contendo cerca de 700 nomes de sonegadores, alemães e de outras nações, que preferiram aplicar seu dinheiro em contas secretas do principado alpino.

O jornal alemão de economia Handelsblatt afirmou que os governos da Finlândia, da Suécia, Noruega e Holanda sinalizaram interesse em obter a lista dos clientes do banco de Liechtenstein. Na segunda-feira, o fisco britânico informou que também pagou por informações sobre contas secretas de seus cidadãos em Liechtenstein.

A lista conteria o nome de cem ricos súditos britânicos, cujos impostos sonegados perfariam um total de 100 milhões de libras esterlinas (cerca de 132 milhões de euros). Segundo o Financial Times, o Reino Unido recusou a oportunidade, dois anos atrás, de adquirir a lista, mudando de idéia após a Alemanha ter anunciado que compraria os dados.

Privilégios fiscais no Reino Unido

Prinz Albert II. von Monaco verlässt Kathedrale von Monaco

Prince Albert 2° está em Berlim

O centro financeiro londrino ainda está calmo. Ainda não houve buscas como na Alemanha e, segundo o Financial Times Deutschland ( FTD), o sistema tributário britânico trata cidadãos ricos com muita consideração.

"Até agora, os britânicos eram da opinião que deviam atrair milionários, bilionários e pessoas de negócio de sucesso e, para tal, lhes proporcionaram grandes vantagens tributárias. Existe o famoso caso do empresário indiano do ramo siderúrgico Lakshmi Mittal, que, apesar ser um dos homens mais ricos do mundo, pagava somente 2 mil libras de impostos municipais", explica Heimo Fischer, jornalista do FTD.

Mas o clima mudou na ilha e as autoridades britânicas começam a se interessar pelas contas de Liechtenstein. Durante as investigações sobre o escândalo no principado alpino, autoridades alemãs apontaram que Andorra e Mônaco também não cumprem os padrões fiscais estabelecidos pela OECD.

Nesta terça-feira, o príncipe Albert 2° chegou a Berlim, onde se encontra com a chanceler federal Angela Merkel. O papel de Mônaco como paraíso fiscal deverá ser foco da conversa entre ambos, na quarta-feira.

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