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Mundo

Ingresso da Turquia na União Européia divide a grande coalizão

Enquanto o presidente da CSU, Edmund Stoiber, defende a suspensão das negociações com o país, o ministro alemão das Relações Exteriores, Frank-Walter Steinmeier (SPD), quer que elas sejam levadas adiante.

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Entre as exigências para o ingresso da Turquia na União Européia está o reconhecimento de Chipre

Na véspera da divulgação do relatório da Comissão Européia sobre o ingresso da Turquia na União Européia (UE), aumentam as divergências sobre o tema entre os partidos da grande coalizão que governa a Alemanha.

O presidente da CSU e governador da Baviera, Edmund Stoiber, defendeu que as negociações sejam postas na gaveta. Já o ministro das Relações Exteriores, Frank-Walter Steinmeier (SPD), pede que elas sejam levadas adiante.

O relatório que avalia o cumprimento das exigências feitas à Turquia pela União Européia será divulgado nesta quarta-feira (08/11) em Bruxelas e trará fortes críticas ao país, principalmente em relação à liberdade de imprensa, à liberdade religiosa e à recusa, pelo governo turco, de reconhecer Chipre, país-membro da UE.

Chipre: quebra de acordo

Edmund Stoiber

Stoiber: 'Turquia não faz parte da Europa'

Stoiber acusa a Turquia de quebrar o acordo alfandegário que mantém com a União Européia e que prevê a abertura dos portos e aeroportos do país a todos os 25 Estados-membros da UE. A abertura deveria valer também para os novos países-membros, entre eles Chipre, mas os navios da pequena ilha do Mar Mediterrâneo continuam sem acesso aos portos turcos.

Stoiber afirmou ao jornal Die Welt que, até que a questão seja resolvida, as negociações deveriam ser suspensas. Segundo ele, o não-reconhecimento de Chipre pela Turquia é inaceitável. "Não é possível fazer de conta que não aconteceu nada e iniciar um novo capítulo de negociações, levando em conta que a Turquia se comporta de maneira contrária ao acertado", disse o governador.

Ele também reforçou sua posição contrária ao ingresso da Turquia na União Européia e defendeu a adoção de uma "política intensiva de vizinhança" para o país. "A Turquia não é um país europeu e, por isso, não pode se tornar membro da União Européia após o final das negociações."

Sucesso das negociações

Frank-Walter Steinmeier

Steinmeier: 'Queremos o sucesso das negociações'

Steinmeier afirmou ao jornal Bild que, apesar de existirem avanços, persiste uma grande necessidade de reformas na Turquia para que o país possa ser aceito como membro da União Européia. "Mas uma coisa também é clara: queremos o sucesso das negociações", acrescentou. Ele disse que a Turquia deve se sentir estimulada a prosseguir no caminho escolhido.

Segundo ele, as posições contrárias ao ingresso da Turquia na União Européia apenas elevam o sentimento, entre a população turca, de que o país não seria bem-vindo ao bloco. "Temos que neutralizar esse sentimento", afirmou o ministro.

Steinmeier também elogiou a decisão do governo turco de alterar o artigo 301 do código penal do país, segundo o qual toda pessoa que ofender o país ou o povo turco pode ser processada. Para Steinmeier, o artigo fere a liberdade de expressão, um ponto ao qual os europeus não podem renunciar.

O ministro disse ainda que a UE deve fazer tudo o que estiver ao seu alcance para que a Turquia reconheça Chipre e libere o acesso aos portos e aeroportos turcos ao país-membro do bloco até o final deste ano.

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