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Economia

Inflação de 3% em 12 meses é recorde para o euro na Alemanha

Percentual registrado em novembro é o maior desde fevereiro de 1994, quando a moeda ainda era o marco. Sindicalistas lembram que o aumento médio obtido nos acordos salariais é de 2,4%.

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O aumento dos preços da gasolina, do óleo de calefação e dos alimentos fizeram com que a inflação acumulada em 12 meses na Alemanha chegasse a 3% em novembro. De acordo com o Departamento Federal de Estatísticas, a alta é a maior desde fevereiro de 1994, quando a moeda ainda era o marco alemão.

Em comparação com outubro, a alta foi de 0,4%, também acima das previsões. Em outubro e setembro, a inflação acumulada em 12 meses foi de 2,4%. Os dados de novembro são preliminares e se baseiam no comportamento dos preços em seis estados: Baden-Württemberg, Baviera, Hessen, Renânia do Norte-Vestfália, Brandemburgo e Saxônia.

O óleo de calefação, usado para aquecer residências e escritórios, subiu 25,9% em comparação com novembro de 2006. A gasolina teve alta de 20%. Produtos a base de leite também ficaram mais caros: a manteiga subiu quase 50%. "A inflação está de volta", resumiu o economista-chefe do Postbank, Marco Bargel.

Sindicalistas e economistas preocupados

Os índices causaram preocupação entre economistas e sindicalistas. O economista-chefe da DGB, Dierk Hirschel, disse ao jornal Berliner Zeitung que a inflação está corroendo os salários dos trabalhadores. "A média dos acordos salariais deste ano é de 2,4%", lembrou. A DGB é a maior central sindical da Alemanha.

O especialista do Instituto de Economia Mundial da Universidade de Kiel Joachim Scheide alertou para o risco de uma nova mentalidade inflacionária na Alemanha. Para ele, as empresas podem tentar aumentar seus preços apenas porque os consumidores poderiam se habituar com as constantes altas.

Em entrevista ao jornal Bild , Scheide disse ainda que a alta do euro desfavorece o aumento de preços. "Podemos estar felizes de que o euro esteja tão forte em relação ao dólar, senão os aumentos dos derivados do petróleo seriam ainda maiores."

Já o especialista em finanças do SPD Joachim Poss descartou uma diminuição nos impostos para combater a inflação. Segundo ele, a medida não traria alterações nos preços. O SPD é um dos partidos que integram a grande coalizão que governa a Alemanha. (as)

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