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Economia

Inflação cai em maio e PIB alemão sobe 0,2%

Os primeiros cálculos apontam uma inflação anual de 1,2% em maio. O aumento do PIB, por sua vez, reforça a expectativa de recuperação da conjuntura.

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Consumo fraco contribuiu para queda da inflação

A taxa de inflação diminuiu pelo quarto mês consecutivo na Alemanha. Pelos cálculos parciais, divulgados nesta sexta-feira (24) pelo Departamento Federal de Estatísticas, o índice acumulado em 12 meses será de 1,2% em maio. Em março, a taxa foi de 1,8% e, em abril, de 1,6%.

Principalmente a queda dos preços dos alimentos não é típica para a estação, disse o analista Markus Heider, do Deutsche Bank. Os preços da energia também contribuíram para a queda. "Essa é uma boa notícia também para o Banco Central Europeu", comentou.

O BCE está empenhado em reduzir a inflação na zona do euro abaixo do limite de 2%, fixado pelo Pacto de Estabilidade, e a economia alemã tem grande peso no cálculo europeu.

No momento, não há pressão sobre os preços no país, o que também comprovam os últimos dados sobre o crescimento econômico. O PIB (Produto Interno Bruto) da Alemanha aumentou 0,2% no primeiro trimestre, depois de diminuir nos dois últimos trimestres de 2001.

Conjuntura com novo impulso - Para o Ministério das Finanças, os números falam uma linguagem clara: "O fundo do poço deve ter sido atingido." O governo alemão parte do princípio de que começou a recuperação da conjuntura e de "que as atividades econômicas serão reativadas, tomando impulso no transcurso do ano".

O motor do crescimento econômico foram novamente as exportações, que tiveram aumento real de 1,9% no primeiro trimestre, em relação ao último do ano passado. Por outro lado, diminuíram os investimentos das indústrias (- 2,7%) e o consumo privado (- 0,3%). Ao não exercer pressão sobre os preços, o fraco consumo contribuiu para a queda da inflação.

Desemprego: o fiel da balança - No mercado de trabalho, a reativação da conjuntura só irá se refletir com efeito retardado. No momento, ainda se fazem notar as últimas conseqüências da desativação. Isso explicaria a queda de 0,4% no número de pessoas empregadas, ou 136 mil, em números absolutos. No primeiro trimestre de 2002 havia 38,24 milhões de pessoas empregadas na Alemanha. Como a conjuntura deve tomar impulso, Berlim conta com uma melhora no mercado de trabalho a partir de meados deste ano.

A taxa de desemprego e do crescimento econômico terão grande importância política nos próximos meses na Alemanha, diante das eleições parlamentares de 22 de setembro. O chanceler federal Gerhard Schröder prometeu diminuir o desemprego no país, dizendo que o índice de desemprego deveria ser o critério para julgar o êxito de sua política. Após sucesso no início de sua gestão, o mercado de trabalho voltou a piorar. A taxa está em 9,7% e o número de desempregados ainda não caiu para menos de quatro milhões (4, 024 milhões, segundo dados de abril).