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Economia

Inflação alemã é a mais baixa em quase três anos

Desde outubro de 1999, a taxa anual de inflação nunca esteve tão baixa na Alemanha.

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Depois de aumentar no início do ano, o preço de verduras e frutas caiu agora drasticamente

O Departamento Federal de Estatísticas divulgou em Wiesbaden, nesta quinta-feira (11/07), os dados referentes ao aumento dos preços ao consumidor no mês de junho último. Em relação a junho do ano passado, o custo de vida na Alemanha teve um aumento total de apenas 0,8% – a mais baixa taxa anual de inflação desde outubro de 1999.

O índice foi influenciado sobretudo pelas quedas nos preços de óleo de calefação (-17,6%) e de combustíveis (-2,5%). Mas também os aparelhos elétricos e eletrônicos tornaram-se mais baratos. Por outro lado, os consumidores tiveram de desembolsar muito mais dinheiro para o pagamento de prestação de serviços ou para os gastos em bares, restaurantes ou cinema, por exemplo.

Voltaram a baixar os preços de alguns alimentos, especialmente verduras e frutas (-12,6%), que tinham tido drásticos aumentos de preço no início do ano. Mas também entre os gêneros alimentícios houve carestia: os peixes aumentaram em 5,1%, os pães e derivados do trigo, em 2,8%.

Serviços caros – O setor que teve os maiores aumentos foi o de prestação de serviços. O conserto de sapatos, por exemplo, subiu 5,1%. Os ingressos de cinema, 4,9%. Os preços das refeições em restaurantes e cafés subiram 4,1%. Os cabeleireiros passaram a cobrar 3,9% a mais pelos seus serviços.

A valorização do euro propiciou, por outro lado, uma queda no preço das mercadorias importadas ou dos artigos com componentes importados – em especial, aparelhos elétricos e eletrônicos. Os computadores tornaram-se 18,7% mais baratos. Os preços de videocassetes caíram 5,3%; das câmeras de vídeo, 4,1%; dos televisores, 2,4% e das lavadoras de roupas, 1,1%.

Falsa impressão – Apesar dos baixos níveis da inflação no cômputo geral, os consumidores alemães têm freqüentemente a impressão de um drástico aumento do custo de vida. O que é atribuído então à introdução do euro como dinheiro vivo e único meio oficial de pagamento nos doze países que integram a união monetária européia. No seu relatório mensal, divulgado em Frankfurt nesta quinta-feira, o Banco Central Europeu (BCE) adverte para os efeitos nocivos desta imagem negativa do euro.

Segundo os especialistas do BCE e também do Departamento Federal de Estatísticas, a impressão dominante entre os consumidores alemães decorre do fato de que artigos e serviços do dia-a-dia tiveram aumentos exorbitantes e temporários, logo após a introdução da nova moeda. Tais itens constituem, no entanto, apenas uma parte mínima da cesta básica utilizada para o cálculo dos níveis do custo de vida. E os aumentos registrados foram, em grande parte, decorrentes de fatores alheios à moeda, como os problemas de clima que afetaram a produção de verduras, por exemplo.

BCE vê riscos na apreciação subjetiva

Para os economistas do Banco Central Europeu, o maior risco é de que os consumidores superestimem os níveis da inflação, passando a considerar o próprio poder aquisitivo como mais baixo do que é, na realidade. Isto pode provocar duas reações negativas: a renúncia ao consumo e reivindicação de aumentos salariais acima de níveis aceitáveis. A renúncia ao consumo agravaria ainda mais a crise conjuntural, que é principalmente uma crise da demanda interna. E a imposição de salários altos pode gerar um efeito inflacionário, além de um aumento do desemprego.